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André Mendonça aponta indícios de irregularidades bilionárias em operações do RioPrevidência com Banco Master
André Mendonça aponta indícios de irregularidades bilionárias em operações do RioPrevidência com Banco Master
Decisão do STF autorizou buscas em investigação sobre investimentos do fundo de servidores do Rio e possível influência política em aportes financeiros
Por: Redação
26/05/2026 às 14:54

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios de um suposto esquema bilionário envolvendo o RioPrevidência e o antigo Banco Master durante a gestão do governador Cláudio Castro. A avaliação consta na decisão que autorizou mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26).
Segundo informações reunidas pela Polícia Federal (PF), o RioPrevidência teria aplicado inicialmente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Posteriormente, diante de entraves regulatórios, outros R$ 2,01 bilhões teriam sido destinados a fundos estruturados ligados ao mesmo grupo econômico. De acordo com os investigadores, as operações ocorreram em um contexto de necessidade de captação financeira do banco.
A investigação sustenta que os aportes teriam sido viabilizados por influência política dentro da estrutura do governo estadual. No despacho, Mendonça reproduz elementos apresentados pela PF segundo os quais haveria proximidade entre Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do caso.
Os investigadores destacam coincidências temporais entre encontros registrados entre Castro e Vorcaro e a posterior aprovação de investimentos pelo RioPrevidência. Além disso, mensagens localizadas no celular do empresário indicariam que determinados aportes dependeriam de “alinhamento político” com o chefe do Executivo estadual.
Outro ponto mencionado na apuração envolve mudanças na diretoria do RioPrevidência ocorridas pouco antes do início das aplicações financeiras investigadas, circunstância que também passou a integrar o material analisado pelas autoridades.
O caso segue sob investigação e ainda será analisado judicialmente. Até o momento, as suspeitas apresentadas pela PF integram a fase investigativa e não representam condenação dos envolvidos.
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