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PF atribui a “burocracia” troca de comando em investigação sobre Lulinha

PF atribui a “burocracia” troca de comando em investigação sobre Lulinha

Polícia Federal afirma ao STF que reorganização interna buscou dar mais eficiência às apurações e nega interferência no caso envolvendo filho de Lula

Por: Redação

26/05/2026 às 13:24

Imagem de PF atribui a “burocracia” troca de comando em investigação sobre Lulinha

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a mudança no comando da investigação relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, ocorreu por razões “burocráticas” e teve como objetivo aumentar a eficiência das apurações.

A alteração provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso, que investigava Lulinha e outros alvos. A justificativa foi encaminhada em ofício ao ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF. Após receber o documento, Mendonça se reuniu, em 15 de maio, com integrantes da corporação para entender as mudanças estruturais promovidas na condução do caso.

Em nota enviada ao Supremo, a PF declarou que a reorganização “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, sustentando que a transferência da apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq) permitiria tratamento mais adequado de operações complexas sob supervisão do STF. Segundo a corporação, a Cinq possui estrutura permanente voltada a casos sensíveis e que envolvem autoridades com foro privilegiado.

A mudança, no entanto, passou a ser alvo de críticas da oposição, que questiona a troca e levanta suspeitas sobre possível tentativa de blindagem política do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PF rejeita essa interpretação e afirma que houve apenas uma reorganização administrativa entre setores internos responsáveis pela investigação.

O caso ganhou relevância porque a antiga divisão responsável pelas apurações havia solicitado a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva e também conduzia negociações para um acordo de delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta chegou a ser enviada ao STF, mas retornou para ajustes determinados pela Corte, exigindo nova tramitação com participação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A movimentação ampliou o debate político sobre a condução da investigação e reforçou questionamentos em torno das mudanças internas realizadas pela Polícia Federal em um caso que envolve o entorno familiar do presidente da República.

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