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Alcolumbre apresentará projeto para limitar judicialização de leis no STF

Alcolumbre apresentará projeto para limitar judicialização de leis no STF

Presidente do Senado propõe critérios para restringir acesso irrestrito ao Supremo e fortalecer atuação do Congresso

Por: Redação

03/07/2025 às 20:37

Imagem de Alcolumbre apresentará projeto para limitar judicialização de leis no STF

Foto: Sergio Lima / Poder 360

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), anunciou nesta semana a apresentação de um projeto de lei para restringir quem pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar leis e decisões do Legislativo. A proposta será levada ao colégio de líderes na próxima semana e tem como objetivo definir critérios de legitimidade para acionar a Corte em ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) .

Em sessão plenária, Alcolumbre classificou a possibilidade irrestrita de acionar o STF como um “problema seríssimo”, que gera críticas quanto à suposta interferência do Judiciário em competências exclusivas do Parlamento. Para ele, a regra atual permite que qualquer partido, independentemente de representatividade, acuse leis aprovadas pelo Congresso no Supremo.

Ele mencionou especificamente o caso recente em que o PSOL entrou com ação para derrubar decisão do Congresso que anulou o aumento do IOF. Alcolumbre ressaltou que movimentos parecidos podem favorecer instabilidades institucionais quando decisões legítimas do Legislativo são contestadas cotidianamente.

Critérios em debate

A proposta deve prever parâmetros como proporção de cadeiras no Legislativo, determinando limites mínimos de representatividade partidária para ajuizamento de ADIs. A inspiração vem de projetos já em tramitação na Câmara, que restrigem o acesso ao STF por legendas com menor bancada poder360.com.br+7noticias.uol.com.br+7noticias.r7.com+7.

A discussão também envolve a possibilidade de estabelecer reserva de legitimidade para autoridades e instituições com abrangência constitucional, como a AGU, OAB, governadores ou presidência da República, possivelmente afastando partidos menores desse tipo de ação .

O texto será submetido ao colégio de líderes na próxima semana, quando será debatido e ajustado. Hugo Motta, presidente da Câmara, endossou a preocupação, sugerindo que projetos com maioria expressiva (como 350 a 380 votos) não devam ser alvo de contestação por minorias insatisfeitas.

Se aprovado, o projeto tende a diminuir a frequência das judicializações partidárias, trazer maior estabilidade às leis aprovadas em Plenário e reforçar a autonomia do Congresso frente ao Judiciário. No entanto, o avanço dependerá de articulação entre líderes e de um pacto interpartidário que contemple transparência e legitimidade no acesso ao STF.

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