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União aciona Justiça e cobra R$ 798 mil de empresário ligado ao “Careca do INSS”
União aciona Justiça e cobra R$ 798 mil de empresário ligado ao “Careca do INSS”
PGFN pede penhora de bens de investigado por fraudes; débito total supera R$ 13 milhões
Por: Redação
02/05/2026 às 08:43
Foto: Divulgação
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entrou com ação de execução fiscal contra o empresário Tiago Schettini Batista, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Na ação, a União cobra R$ 798.699,66 em dívidas relacionadas à empresa Business To Technology Consultoria e Análise de Sistema Ltda (B2T Consultoria). O processo foi protocolado no dia 9 de abril e prevê a penhora de bens caso o valor não seja quitado.
Segundo informações oficiais, o débito cobrado representa apenas parte das pendências financeiras do empresário com a União. Dados públicos indicam que o total de dívidas ultrapassa R$ 13 milhões. Desse montante, cerca de R$ 7,7 milhões correspondem a multa aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU), em razão de envolvimento em caso de corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego.
Tiago Schettini está nos Estados Unidos desde dezembro do ano passado, período em que passou a ser alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.
Além da cobrança fiscal, o empresário também responde a investigações que apontam movimentações financeiras relevantes. Sua empresa teria recebido mais de R$ 16 milhões de entidades associativas sob investigação, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Decisão recente do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, manteve a prisão preventiva do empresário, após pedido da defesa para substituição por medidas cautelares.
De acordo com as investigações, Schettini e o lobista conhecido como “Careca do INSS” atuariam como sócios ocultos em entidades envolvidas no esquema, com participação na gestão e divisão de lucros.
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