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Alcolumbre responde a Messias e diz que análise da indicação ao STF será feita “no momento oportuno”
Alcolumbre responde a Messias e diz que análise da indicação ao STF será feita “no momento oportuno”
Presidente do Senado adota tom institucional após mensagem do indicado de Lula; escolha foi recebida com reservas na Casa
Por: Redação
24/11/2025 às 16:10

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), respondeu nesta segunda-feira (24) à nota divulgada pelo advogado-geral da União e recém-indicado ao STF, Jorge Messias. Em comunicado oficial, Alcolumbre afirmou que a análise da indicação será conduzida “no momento oportuno”, seguindo rigorosamente os ritos constitucionais e preservando o equilíbrio entre os Poderes.
A sinalização ocorre quatro dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria da Corte.
Horas antes, Messias havia divulgado uma nota direcionada especificamente ao presidente do Senado. No texto o indicado afirmou sentir-se “no dever” de se colocar à disposição para o “escrutínio constitucional” e destacou sua relação institucional com Alcolumbre, a quem chamou de “autêntico líder do Congresso Nacional”.
Messias também afirmou que conversará pessoalmente com cada senador e senadora para apresentar sua visão sobre o Supremo e ouvir preocupações da Casa.
A resposta de Alcolumbre, no entanto, foi mais cautelosa do que receptiva. O presidente do Senado frisou que a Casa cumprirá sua prerrogativa de deliberar “com absoluta normalidade”, reiterando que cada Poder atua dentro de suas atribuições.
Ele também afirmou que os senadores terão tempo adequado para “apreciar devidamente a indicação e manifestar livremente seu voto”.
A nomeação de Messias gerou desconforto interno no Senado. Alcolumbre era defensor de outro nome — o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — para a vaga do STF. Além disso, setores identitários pressionaram Lula pela indicação de uma mulher, o que não ocorreu.
O movimento do AGU de enviar uma nota pública demonstra tentativa de reduzir resistências antes da sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — etapa crucial do processo.
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