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Aliados de Bolsonaro denunciam censura e ilegalidade em veto a homenagens na Câmara

Aliados de Bolsonaro denunciam censura e ilegalidade em veto a homenagens na Câmara

Presidente da Casa, Hugo Motta, impediu reuniões de comissões dominadas por bolsonaristas; oposição aponta manobra política e descumprimento do regimento

Por: Redação

22/07/2025 às 13:43

Imagem de Aliados de Bolsonaro denunciam censura e ilegalidade em veto a homenagens na Câmara

Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou duramente a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de suspender as reuniões das comissões nesta terça-feira (22). Para Sóstenes, a medida é “ilegal e antirregimental” e representa mais um episódio de perseguição política a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores, compostas em sua maioria por parlamentares ligados à direita, haviam programado reuniões às 10h para votar moções de louvor e homenagens a Bolsonaro. Pouco antes do horário marcado, no entanto, Motta ordenou o cancelamento das atividades, mesmo estando fora do país.

“Temos uma decisão ilegal, antirregimental do presidente Hugo Motta. Motta não está no Brasil. Nem ele, nem o vice, Altineu Côrtes. O regimento em exercício é Elmar Nascimento, e é a ele que deveríamos nos submeter”, declarou Sóstenes, em coletiva convocada pela oposição.

A oposição vê a atitude como uma tentativa de censurar pautas ligadas a direita e impedir que o ex-presidente receba homenagens no Congresso.

A suspensão ocorre durante o chamado “recesso branco”, definido por Hugo Motta e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última sexta-feira (18.jul). Mesmo sem a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 — condição constitucional para um recesso formal —, os parlamentares decidiram interromper as atividades legislativas.

Apesar da paralisação informal, a Constituição determina que o Congresso continue funcionando normalmente. Para Sóstenes Cavalcante, o cancelamento das reuniões não só afronta o regimento da Câmara, como desrespeita o papel das comissões parlamentares.

Segundo ele, as homenagens a Bolsonaro serão pautadas e votadas na primeira semana de agosto, quando, segundo a Presidência da Câmara, os trabalhos serão retomados oficialmente.

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