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“Podemos matar a eleição no primeiro turno”, diz Valdemar

“Podemos matar a eleição no primeiro turno”, diz Valdemar

Presidente do PL defende chapa mais estratégica contra Lula e admite falhas na campanha passada

Por: Redação

17/03/2026 às 07:53

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como sua preferência para compor a chapa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial deste ano.

“Cada um tem um palpite e não discutimos isso ainda. O meu? Tereza Cristina”, afirmou o dirigente durante entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha e do UOL.

Apesar da indicação, Valdemar deixou claro que a decisão final caberá ao próprio Flávio Bolsonaro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não vou dar palpite nisso, quem vai escolher é o Flávio e o Bolsonaro”, disse.

 

Estratégia eleitoral e possíveis alianças

Além de Tereza Cristina, o dirigente mencionou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como um nome relevante para ampliar a base eleitoral, especialmente em um dos maiores colégios eleitorais do país.

O PL também aposta em uma aliança com o PSD para tentar fortalecer a candidatura e, segundo Valdemar, até viabilizar uma vitória já no primeiro turno.

“Podemos matar a eleição no primeiro turno. Não tem preço isso”, afirmou.

 

Autocrítica sobre 2022

Valdemar fez uma avaliação crítica da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022, apontando erros estratégicos — especialmente a ausência de uma mulher na vice-presidência.

Segundo ele, a escolha do general Walter Braga Netto não agregou votos e representou um equívoco relevante.

“Foi um erro total, um erro brutal. Não deu um voto a mais”, afirmou.

O dirigente revelou ainda que já defendia, na época, a escolha de Tereza Cristina para a vice, mas não foi ouvido.

 

Diferença de postura entre Flávio e Bolsonaro

Valdemar também destacou diferenças entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente, especialmente em relação à vacinação contra a Covid-19 — tema que, segundo ele, impactou negativamente a imagem de Bolsonaro junto ao eleitorado feminino.

“Flávio tem um comportamento mais calmo. Ele tomou vacina. Foi uma guerra com o Bolsonaro para ele tomar”, disse.

 

Lula no radar

Ao comentar o cenário eleitoral, Valdemar reconheceu a força do principal adversário.

“O Lula é inteligente, lógico que ele é”, afirmou, ao reforçar que a disputa deve ser direta contra o atual presidente.

Mesmo assim, o dirigente defende uma campanha pragmática, focada em propostas e sem “inventar moda”, apostando no fortalecimento da direita para retomar o poder.

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