Após aprovar isenção do IR, governo Lula mira fim da escala 6x1
Gleisi Hoffmann afirma que redução da jornada é prioridade, mas setor produtivo alerta para aumento de custos e risco à competitividade
Por: Redação
03/10/2025 às 08:46

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais abre caminho para o governo avançar em outra bandeira trabalhista: o fim da escala 6x1. O sistema, que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso, já foi incorporado ao discurso oficial do PT e aparece em campanhas de comunicação do partido.
Segundo Gleisi, a medida representa um passo importante no enfrentamento das desigualdades sociais e deverá ser debatida no Congresso no primeiro semestre de 2026. Ao lado da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), a ministra classificou o tema como prioridade política, comparando a pauta à recente aprovação da isenção do IR, votada por unanimidade na Câmara.
Apesar do entusiasmo do governo, a proposta enfrenta forte resistência do setor produtivo. Entidades empresariais alertam que a redução da jornada aumentaria custos trabalhistas, pressionaria preços e poderia estimular a informalidade, especialmente em micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorver impactos.
Outro ponto levantado por especialistas é a baixa produtividade brasileira. Diferentemente de países desenvolvidos que conseguiram reduzir a carga horária apoiados em altos índices de produção, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais que dificultariam a adoção da medida sem prejuízos à competitividade.
O governo Lula defende que a mudança busca equilibrar vida profissional e bem-estar dos trabalhadores, sob o lema de que “as pessoas estão vivendo para trabalhar e não trabalhando para viver”. Já o setor privado argumenta que a prioridade deveria ser aumentar a eficiência econômica antes de impor novas obrigações às empresas.
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