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Após nova invasão, MST deixa estação de pesquisa internacional na Bahia com danos e ameaças de retorno
Após nova invasão, MST deixa estação de pesquisa internacional na Bahia com danos e ameaças de retorno
Grupo ligado à esquerda cortou cercas, provocou curtos-circuitos e impediu acesso de servidores públicos ao local. Movimento promete nova invasão caso suas exigências não sejam atendidas até 23 de agosto.
Por: Redação
06/08/2025 às 08:46

Foto: TV Santa Cruz
Após 15 dias de invasão, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixaram a Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia, localizada às margens da BR-101, no município de Itabela. O local é um centro de pesquisa com parcerias internacionais mantido pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão federal.
A ação do grupo, que já havia invadido o mesmo espaço em 2022 e 2024, foi justificada como forma de pressionar o governo federal a cumprir um acordo para a destinação de áreas públicas à reforma agrária. No entanto, enquanto reivindicavam o que chamam de “função social da terra”, os invasores causaram diversos prejuízos: cortaram cercas, fizeram ligações elétricas clandestinas que provocaram curtos-circuitos e danificaram equipamentos. Além disso, impediram o acesso de servidores às instalações, prejudicando as atividades de pesquisa científica.
A estação desenvolve estudos de ponta nas áreas de mitigação de gases do efeito estufa, manejo de pastagens e carbono no solo — com colaboração de universidades brasileiras, norte-americanas e canadenses. A invasão interrompeu parte desses trabalhos.
Após reunião com órgãos federais como o Incra, SPU e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, foi firmado um novo prazo para que o governo avance na doação de terras: 23 de agosto. O MST já avisou que, caso o acordo não seja cumprido, voltará a invadir a estação.
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