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Arcebispo de Curitiba barra vigília por Bolsonaro e revolta fiéis: “Cristão não pode mais entrar na igreja?”

Arcebispo de Curitiba barra vigília por Bolsonaro e revolta fiéis: “Cristão não pode mais entrar na igreja?”

Ato de oração em apoio ao ex-presidente é proibido dentro de paróquia após decisão de Dom Peruzzo; apoiadores denunciam censura religiosa

Por: Redação

26/11/2025 às 11:29

Imagem de Arcebispo de Curitiba barra vigília por Bolsonaro e revolta fiéis: “Cristão não pode mais entrar na igreja?”

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A tentativa de realização de uma vigília de oração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da Paróquia São Francisco de Paula, em Curitiba, terminou em confronto verbal e indignação entre os fiéis. Horas após o trânsito em julgado da ação que condenou Bolsonaro, o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom Antônio Peruzzo, determinou o cancelamento imediato do ato e proibiu qualquer manifestação com "cunho político" no interior da igreja.

Um vídeo registrado no local revela o momento em que o padre comunica a ordem da Arquidiocese. A reação dos fiéis foi instantânea. “Agora não bastam mortes na Nigéria, de matar cristão, agora o cristão não pode entrar na igreja?”, questionou uma das apoiadoras, enquanto outra afirmou que o sacerdote “não precisava cumprir a ordem” e que a igreja “deveria estar aberta”.

A tensão aumentou quando um fiel, revoltado, afirmou que o padre “prova que não tem vergonha na cara”. Em meio ao clima de comoção, uma mulher vestindo verde e amarelo discursou emocionada: “É uma tristeza imensa para nós, católicos. Me dá vontade de chorar.”

Com a proibição, os participantes decidiram permanecer do lado de fora da igreja e conduziram ali as orações pela saúde e liberdade de Bolsonaro. A pré-candidata ao Senado Cristina Graeml, que havia divulgado a vigília nas redes sociais, reforçou o pedido por uma “corrente nacional por Saúde, Liberdade e Justiça” e mencionou “prisão política” e necessidade de “Anistia Já”.

A decisão da Arquidiocese ocorre em meio à crescente percepção, entre políticos e lideranças religiosas conservadoras, de que existe perseguição religiosa associada ao caso Bolsonaro. A prisão do ex-presidente foi decretada após uma vigília organizada por Flávio Bolsonaro, que motivou novo processo por suposta ameaça à ordem pública.

No mesmo trecho, é mencionado que o ministro Alexandre de Moraes apreendeu até cadernos de sermões do pastor Silas Malafaia — episódio que amplificou acusações de intervenção estatal em práticas religiosas.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros. A pena, inédita na história nacional para um ex-presidente, gerou forte reação entre seus apoiadores — muitos deles presentes na vigília barrada em Curitiba.

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