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Bolsonaro decide permanecer em silêncio até que STF esclareça limites de sua censura digital
Bolsonaro decide permanecer em silêncio até que STF esclareça limites de sua censura digital
Defesa nega violação de medidas cautelares e pede definição sobre o que configura quebra de regras impostas por Moraes
Por: Redação
23/07/2025 às 07:20

Foto: Divulgação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (22), que ele não fará mais manifestações públicas até que o ministro Alexandre de Moraes esclareça os limites das medidas cautelares que o impedem de utilizar redes sociais — seja de forma direta ou indireta.
A decisão foi formalizada após o magistrado intimar os advogados do ex-presidente a explicarem a veiculação de um vídeo nas redes sociais no qual Bolsonaro aparece mostrando a tornozeleira eletrônica e dando declarações à imprensa na Câmara dos Deputados. A gravação circulou nas redes após o encontro da bancada do PL nesta segunda-feira (21).
Em petição, os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno afirmaram que Bolsonaro não descumpriu nenhuma das ordens judiciais. “O embargante não postou, não acessou suas redes sociais nem pediu para que terceiros o fizessem por si”, diz o texto.
Os defensores reforçaram ainda que o ex-presidente suspendeu todas as publicações e desautorizou qualquer postagem em seu nome por terceiros. “Em sinal de respeito absoluto à decisão da Suprema Corte, o embargante não fará qualquer manifestação até que haja o esclarecimento apontado nos presentes embargos”, pontuaram.
Os advogados também argumentaram que a decisão judicial anterior não proibia expressamente a concessão de entrevistas, mesmo que essas falas fossem posteriormente replicadas por veículos jornalísticos em redes sociais. “Jamais cogitou que estava proibido de conceder entrevistas”, afirmam.
O pedido de esclarecimento surge após o próprio Bolsonaro cancelar uma entrevista ao site Metrópoles, na segunda-feira, por receio de infringir as medidas impostas. Segundo aliados, ele temeu que a transmissão ao vivo no YouTube e no X (ex-Twitter) violasse a decisão de Moraes — o que poderia, inclusive, levar à sua prisão.
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