Brasil soma 8,4 milhões de pessoas sem alfabetização
Levantamento do IBGE aponta menor taxa da série histórica, enquanto população idosa concentra mais da metade dos analfabetos do país
Por: Redação
19/06/2026 às 13:40

Foto: Arquivo Agência Brasil
O Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda não sabem ler e escrever, o equivalente a 4,9% da população nessa faixa etária.
Na comparação com o ano anterior, o país passou a contar com cerca de 592 mil pessoas alfabetizadas a mais. O índice de analfabetismo vem apresentando queda contínua desde 2016, quando era de 6,7%, passando para 5,3% em 2023 e alcançando o menor patamar já registrado.
Idosos concentram maior parcela dos analfabetos
Apesar da melhora dos indicadores, a população com 60 anos ou mais continua reunindo a maior parte dos brasileiros sem alfabetização. Segundo o levantamento, esse grupo soma aproximadamente 4,8 milhões de pessoas, o que representa 58% do total de analfabetos do país.
A taxa entre os idosos caiu de 20,5% para 13,8% ao longo do período analisado, contribuindo de forma significativa para a redução dos índices nacionais.
Escolaridade média avança
A pesquisa também aponta aumento no tempo médio de permanência dos brasileiros na escola. Entre pessoas com 25 anos ou mais, a média chegou a 10,2 anos de estudo. As mulheres registraram média de 10,4 anos, enquanto os homens alcançaram 10 anos.
O levantamento mostra ainda diferenças entre grupos populacionais. Brasileiros brancos possuem média de 11,1 anos de estudo, enquanto pretos e pardos registram média de 9,5 anos.
Ensino médio completo bate recorde
Outro dado destacado pelo IBGE é o crescimento da escolarização. Pela primeira vez, 42,6% dos brasileiros concluíram o ensino médio ou alcançaram níveis superiores de formação, o maior percentual já registrado pela pesquisa.
Os números reforçam a tendência de avanço educacional observada nos últimos anos, embora o país ainda enfrente o desafio de reduzir o contingente de milhões de brasileiros que permanecem sem alfabetização básica.
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