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EUA criticam condenação de Eduardo Bolsonaro; ex-deputado fala em perseguição política

EUA criticam condenação de Eduardo Bolsonaro; ex-deputado fala em perseguição política

Departamento de Estado questiona decisão do STF, enquanto Eduardo afirma que julgamento teve motivação ideológica

Por: Redação

19/06/2026 às 14:29

Imagem de EUA criticam condenação de Eduardo Bolsonaro; ex-deputado fala em perseguição política

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o caso levanta preocupações sobre o que classificou como perseguição política e uso do sistema judicial contra opositores no Brasil.

Em declaração à agência Reuters, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano afirmou que a condenação faria parte de um suposto padrão de “perseguição e guerra jurídica” contra adversários políticos.

 

Eduardo reage e critica o STF

Após a manifestação dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro comentou o posicionamento em suas redes sociais e classificou a decisão judicial como resultado de uma atuação ideológica.

Em vídeo publicado na plataforma X, o ex-deputado afirmou que autoridades brasileiras adotaram medidas contra opositores políticos e questionou a atuação do Supremo Tribunal Federal.

“Vocês acham que a maior democracia do mundo, o farol da liberdade, os Estados Unidos, não estariam atentos a esse tipo de conduta totalmente ideológica?”, declarou.

 

Governo Trump questiona decisão

Representantes do governo do presidente Donald Trump defenderam que disputas políticas devem ser resolvidas por meio do processo eleitoral e não por condenações judiciais.

A manifestação reforça o interesse do governo norte-americano nos desdobramentos do caso envolvendo o ex-parlamentar brasileiro.

 

Condenação foi unânime

Na última terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime, e a pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto.

De acordo com o julgamento, os ministros entenderam que o ex-deputado teria incentivado a adoção de sanções por parte dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e buscado pressionar integrantes da Corte em meio aos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa no processo, ainda poderá recorrer da decisão.

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