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Brasil tem 200 casos suspeitos de intoxicação por metanol; 17 foram confirmados

Brasil tem 200 casos suspeitos de intoxicação por metanol; 17 foram confirmados

Ministério da Saúde monitora avanço de contaminação ligada a bebidas adulteradas; São Paulo concentra mais de 80% das notificações

Por: Redação

07/10/2025 às 05:02

Imagem de Brasil tem 200 casos suspeitos de intoxicação por metanol; 17 foram confirmados

Foto: Divulgação/Conselho Federal de Química

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (6.out.2025) que o Brasil atingiu 217 notificações de intoxicação por metanol, das quais 200 seguem sob investigação e 17 foram confirmadas.

O número representa um aumento significativo em relação à semana anterior, quando o país registrava pouco mais de 120 ocorrências.

De acordo com o boletim, a maioria dos casos está em São Paulo, que concentra mais de 80% das notificações — 15 confirmadas e 164 suspeitas. O Paraná registrou dois casos confirmados e quatro em investigação. Outros 12 estados também notificaram episódios isolados, segundo a pasta.

O metanol é uma substância tóxica usada em processos industriais e imprópria para consumo humano. Quando ingerido, pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte. As autoridades apontam que o surto está ligado à adulteração de bebidas destiladas vendidas em comércios informais e festas clandestinas.

 

Governo envia antídoto e reforça fiscalização

Diante da escalada de casos, o governo federal iniciou o envio emergencial do antídoto fomepizol a cinco estados, além de reforçar as ações de vigilância sanitária. A Anvisa também abriu consulta junto a agências internacionais para ampliar o estoque do medicamento, considerado essencial no tratamento rápido de intoxicações por metanol.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomendou à população evitar bebidas destiladas com tampas de rosca e sem selo de fiscalização, apontando que muitas garrafas apreendidas imitavam marcas conhecidas. “A contaminação por metanol é gravíssima e pode ser fatal mesmo em pequenas quantidades”, afirmou.

 

Histórico recente

O surto teve início em setembro, após mortes confirmadas na Bahia e no interior de São Paulo. Desde então, a Polícia Civil, o Procon e o Ministério Público vêm atuando em conjunto com vigilâncias sanitárias estaduais para identificar e interditar pontos de venda suspeitos.

O caso acendeu alerta em todo o país sobre a falta de controle na cadeia de produção e distribuição de bebidas artesanais e falsificadas, especialmente após denúncias de comércio irregular em regiões turísticas.

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