Cabral e Pezão são condenados a devolver R$ 4 bilhões por corrupção no Rio
Ex-governadores foram considerados culpados por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito em esquemas de benefícios fiscais ilegais
Por: Redação
07/10/2025 às 10:49

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital do Rio de Janeiro condenou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, além do ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, a devolver R$ 4 bilhões aos cofres públicos. A decisão decorre de um processo por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo foi responsabilizado por esquemas de corrupção que envolviam a concessão de benefícios fiscais ilegais em troca de doações eleitorais não declaradas, conhecidas como caixa 2 e caixa 3. Todos os condenados ainda têm direito de recorrer.
Corrupção sistêmica e prejuízo bilionário
A sentença reforça o histórico de escândalos de corrupção que marcaram os governos do MDB no Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, que governou o Estado entre 2007 e 2014, já havia sido condenado em outros processos da Operação Lava Jato, acumulando dezenas de anos de pena.
A nova decisão amplia a pressão sobre políticos envolvidos em esquemas que drenaram recursos públicos e comprometeram serviços essenciais como saúde, segurança e infraestrutura no Estado fluminense.
Recuperação do erário e mensagem de austeridade
A condenação de Cabral e Pezão é vista como uma vitória institucional para o combate à corrupção, mesmo que tardiamente. O montante de R$ 4 bilhões representa uma tentativa de ressarcir o erário, embora especialistas avaliem que a recuperação efetiva desses valores seja improvável.
Setores conservadores e parte da sociedade civil comemoraram a decisão, destacando a importância de punir a elite política que tratou o Estado como patrimônio pessoal.
“O caso simboliza o colapso ético de uma geração política que dominou o Rio de Janeiro por décadas”, afirmou um analista político ouvido pela reportagem.
A defesa dos ex-governadores ainda não se pronunciou oficialmente.
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