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Câmara aprova urgência de projeto que permite ação policial imediata contra invasões de terra
Câmara aprova urgência de projeto que permite ação policial imediata contra invasões de terra
Proposta apoiada pela bancada ruralista autoriza retirada de invasores sem ordem judicial e pressiona autoridades por resposta em até 48 horas
Por: Redação
16/07/2025 às 21:37

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (16) o regime de urgência para o Projeto de Lei 8.262/2007, que trata da atuação imediata das forças de segurança pública em casos de invasões de terra. A proposta, considerada prioritária por parlamentares ligados ao setor agropecuário, foi aprovada por ampla maioria: 347 votos a favor e 107 contrários.
Com a aprovação do regime de urgência, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário da Câmara, sem a necessidade de tramitar por comissões adicionais. Ainda não há data definida para a deliberação final do mérito.
O texto do PL prevê que proprietários rurais poderão solicitar apoio imediato da polícia para a retirada de invasores de suas terras, dispensando a necessidade de ordem judicial. A autoridade policial, segundo a proposta, terá até 48 horas para atender à solicitação do proprietário, sob pena de responder por improbidade administrativa caso se omita.
O projeto já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) em 2024, sob a presidência da deputada Carol De Toni (PL-SC). O relator foi o deputado Luciano Zucco (PL-RS), ex-presidente da CPI que investigou as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2023.
A proposta é vista como um avanço por parlamentares que defendem o direito à propriedade privada e o combate a ações de invasão organizadas por movimentos de esquerda. Para seus defensores, trata-se de um mecanismo para proteger produtores rurais da omissão do Estado e garantir segurança jurídica no campo.
Do outro lado, partidos da esquerda e entidades ligadas a movimentos sociais têm criticado a medida, alegando risco de abuso por parte de forças de segurança e a supressão do devido processo legal.
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