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Cármen Lúcia afirma que estaria “na prisão” caso "golpe" tivesse sido efetivado
Cármen Lúcia afirma que estaria “na prisão” caso "golpe" tivesse sido efetivado
Por: Redação
30/11/2025 às 14:42

Foto: Rosinei Coutinho / STF
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, voltou a protagonizar declarações de forte carga política ao comentar o julgamento da suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Durante participação em um evento no Rio de Janeiro, ela afirmou que, caso o plano golpista tivesse sido concretizado, “estaria na prisão”.
A fala, no entanto, reacende críticas de setores que veem na ministra — e no próprio STF — uma postura cada vez mais distante da imparcialidade esperada da Corte. Para críticos, ao adotar discursos que se aproximam de narrativas políticas, Cármen Lúcia reforça a percepção de que ministros do Supremo ultrapassam os limites institucionais e se colocam como protagonistas do debate público, muitas vezes acima das próprias instituições democráticas que dizem defender.
A ministra mencionou que, segundo investigações, havia termos como “neutralizar” ministros da Corte em documentos atribuídos aos investigados. No entanto, opositores apontam que o STF tem se apoiado em interpretações amplas e contestáveis, concentrando em si mesmo poderes de investigação, acusação e julgamento — um acúmulo que, para juristas críticos, não encontra paralelo em outras democracias consolidadas.
Ao comentar o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, Cármen Lúcia reiterou que as provas são “cabalmente suficientes”. Porém, para setores que questionam o processo, o Supremo tem ignorado princípios basilares como o contraditório pleno e a separação de poderes, adotando decisões com impacto político direto e sem o devido controle externo.
A ministra afirmou ainda que a democracia brasileira é frágil e precisa de proteção constante. Contudo, para adversários, o discurso funciona mais como justificativa para ampliar o poder da Corte do que como defesa genuína do regime democrático.
As declarações de Cármen Lúcia ocorrem em um momento em que o STF enfrenta forte desgaste e críticas crescentes — não apenas de políticos, mas também de juristas, acadêmicos e parte da sociedade civil — que apontam excesso de protagonismo e interferência em temas que deveriam ser debatidos e decididos no âmbito do Legislativo.
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