As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passaram a representar um fator negativo para a imagem do governo federal, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31).
O levantamento aponta que 43,4% dos entrevistados consideram que o caso “piora muito” a imagem da administração federal. Outros 17,3% avaliam que a situação “piora um pouco” a percepção sobre o governo. Somados, os dois grupos representam 60,7% dos entrevistados.
Para 37,4%, as investigações não provocam impacto na imagem do governo. Apenas 1,9% entende que o episódio melhora a avaliação da administração federal.
Investigação também repercute na disputa eleitoral
O levantamento mediu ainda o possível efeito do caso sobre a tentativa de reeleição de Lula. Nesse cenário, 34,8% afirmam que as investigações prejudicam muito o presidente, enquanto 24,6% acreditam que o impacto é negativo, mas menor.
Por outro lado, 36% dos entrevistados avaliam que o episódio não prejudica a tentativa de reeleição. Outros 4,6% não souberam responder.
Maioria suspeita de influência sobre decisões do governo
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a atuação de Lulinha. 52,6% acreditam que o filho do presidente tentou influenciar decisões do governo para beneficiar empresários.
Outros 26,3% consideram que Lulinha é inocente, enquanto 21,1% não souberam responder.
As percepções dos entrevistados ocorrem em meio a investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal envolvendo Lulinha. As apurações tiveram início após a divulgação de sua relação com Roberta Luchsinger, empresária investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas ao INSS.
PF apura possível influência sobre decisões oficiais
A Polícia Federal apreendeu, em dezembro de 2025, o celular de Roberta Luchsinger. O conteúdo extraído do aparelho passou a integrar as investigações.
Relatórios da PF e conversas analisadas pelos investigadores apontam para possíveis contatos entre Lulinha, Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula. A investigação busca esclarecer se os envolvidos atuaram para influenciar decisões do governo federal.
Lulinha, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro negam qualquer prática ilícita ou irregularidade.