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Celular de Daniel Vorcaro tinha contatos de ministros do STF e do presidente do Banco Central
Celular de Daniel Vorcaro tinha contatos de ministros do STF e do presidente do Banco Central
Dados analisados na Operação Compliance Zero mostram que dono do Banco Master possuía números de autoridades do Judiciário e de governadores em sua agenda
Por: Redação
05/03/2026 às 16:13

Foto: Divulgação
Arquivos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelaram que ele mantinha em sua agenda telefônica contatos atribuídos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente do Banco Central e a governadores.
O material foi analisado durante as investigações que resultaram na prisão de Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel, na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4). Ambos são investigados por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Segundo os dados obtidos pelos investigadores, o aparelho do banqueiro contém 47 números de telefone atribuídos a ministros do STF. Entre eles estariam contatos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques.
No caso de Moraes, também aparecem na agenda contatos ligados à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório dela teria sido contratado por Vorcaro em um contrato que teria alcançado R$ 129 milhões.
Contatos no Banco Central
A agenda do empresário também inclui o número do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de contatos de diretores da instituição.
O Banco Central foi responsável, no final de 2025, pela liquidação do Banco Master, após a descoberta de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões envolvendo a instituição financeira.
Elementos da investigação
O conteúdo do celular de Vorcaro está entre os elementos considerados pelos investigadores no pedido de prisão preventiva apresentado ao Supremo Tribunal Federal.
As autoridades analisam mensagens, registros de contatos e outros arquivos encontrados no aparelho para identificar possíveis conexões com autoridades, aliados e integrantes do grupo investigado.
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de uma estrutura organizada ligada ao banqueiro, que teria atuado em fraudes financeiras, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e intimidação de adversários, além de possível tentativa de interferência em investigações.
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