Alcolumbre articula derrota de Messias e amplia tensão entre Lula e Senado
Rejeição ao indicado ao STF fragiliza articulação do governo no Congresso
Por: Redação
30/04/2026 às 09:15

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, por 42 votos a 34, abriu uma nova crise política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprofundou o desgaste na relação com o Senado.
Nos bastidores, senadores atribuem a derrota à articulação liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que já demonstrava resistência ao nome indicado pelo Planalto desde o início do processo. Parlamentares relatam que o senador orientou colegas a votarem “com a própria consciência”, sinal interpretado como liberação para rejeição.
A movimentação teria se concentrado principalmente entre partidos do Centrão, com relatos de que Alcolumbre buscava reforçar seu papel como peça central nas negociações políticas do Senado. Parte dos parlamentares avalia que o resultado também foi uma resposta à condução da articulação do governo, considerada insuficiente para garantir apoio ao indicado.
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, já havia sinais de resistência. Ainda assim, aliados do governo mantinham expectativa de aprovação no plenário, o que não se confirmou na votação final.
A derrota foi considerada histórica, sendo a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de um século. Integrantes do governo também avaliam que houve mudança de posicionamento de parlamentares que anteriormente sinalizavam apoio.
Após o resultado, Messias acompanhou a votação ao lado de aliados e, posteriormente, seguiu para reunião com Lula no Palácio da Alvorada. O governo agora discute os próximos passos, incluindo a estratégia para uma nova indicação e o posicionamento político diante do comando do Senado.
A avaliação no Congresso é de que a escolha de um novo nome para o STF pode ser adiada, diante do ambiente político mais sensível e da proximidade do calendário eleitoral.
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