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Chanceler alemão critica experiência no Brasil e diz que ficou aliviado ao deixar Belém
Chanceler alemão critica experiência no Brasil e diz que ficou aliviado ao deixar Belém
Declaração de Friedrich Merz expõe desgaste internacional e constrange governo Lula durante a COP30
Por: Redação
17/11/2025 às 22:54

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que ele e sua comitiva ficaram “contentes” ao deixar Belém após participarem da COP30, revelando desconforto com a estadia na capital paraense. A fala, feita durante o Congresso Alemão do Comércio em Berlim, soou como um recado diplomático e causou constrangimento ao governo Lula, que tenta projetar imagem positiva do Brasil no exterior.
Segundo Merz, nenhum dos jornalistas que o acompanharam demonstrou interesse em permanecer no Brasil após o evento.
“Perguntei a jornalistas que estiveram comigo no Brasil: ‘Quem gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha”, declarou, reforçando que seu país é “um dos mais bonitos e livres do mundo”.
A ausência de elogios ao Brasil durante o discurso — e o contraste com o ambiente político e econômico alemão, exaltado por Merz — foi interpretada por analistas europeus como um recado sobre os desafios de infraestrutura, segurança pública e organização enfrentados pela cidade sede do evento climático global.
Críticas ecoam após outras declarações constrangedoras
A fala de Merz ocorre poucos dias após outro episódio que ganhou repercussão internacional: o prefeito de Londres, Sadiq Khan, reclamou publicamente do sabor do guaraná durante visita ao Rio, descrevendo-o como “horrível”.
O conjunto de episódios expõe falhas na diplomacia e na organização brasileira, em um momento em que o governo Lula buscava reforçar a imagem do Brasil como liderança ambiental.
Alemanha promete anunciar valor para fundo florestal, mas mantém cautela
Durante a COP30, o ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider, afirmou que Berlim anunciará “nos próximos dias” sua contribuição ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) — iniciativa lançada por Lula para remunerar países que preservam áreas verdes.
Apesar da promessa, a Alemanha ainda não detalhou valores. Organizações ambientais têm pressionado o país a igualar a contribuição anunciada pela Noruega, que prevê até US$ 3 bilhões em dez anos.
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