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Cláudio Castro abre escritório de advocacia e acerta salário com o PL após desistir do Senado
Cláudio Castro abre escritório de advocacia e acerta salário com o PL após desistir do Senado
Ex-governador do Rio reorganiza atuação profissional em meio ao avanço de investigações e após deixar disputa eleitoral
Por: Redação
29/05/2026 às 16:52

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) firmou acordo com a direção do Partido Liberal para receber salário bruto de R$ 38 mil mensais e abriu um escritório de advocacia no Centro do Rio de Janeiro após desistir da candidatura ao Senado Federal. A decisão ocorre em meio ao avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre sua gestão no governo fluminense.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Castro estruturou nova fonte de renda após deixar o Palácio Guanabara e abandonar os planos eleitorais. O escritório, voltado para atuação em causas cíveis, funciona em uma sala comercial na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, embora, até o momento, ainda não tenha emitido notas fiscais de prestação de serviços, conforme relatado pela reportagem.
A mudança de cenário político do ex-governador ocorreu após o avanço de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades em contratos e movimentações financeiras ligadas à sua administração. Em menos de duas semanas, operações da Polícia Federal apreenderam cinco celulares e um tablet ligados a Castro em ações autorizadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na primeira operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, agentes realizaram buscas em imóvel localizado na Barra da Tijuca. De acordo com a investigação, um porteiro informou aos policiais que Castro residiria em uma cobertura do prédio, registrada em nome de empresa ligada ao ex-secretário estadual Mauro Farias, e não no apartamento inicialmente identificado pelos investigadores. Posteriormente, nova operação autorizada pelo ministro André Mendonça resultou na apreensão de mais aparelhos eletrônicos na residência.
Segundo a apuração, peritos analisam agendas de contatos e mensagens antigas armazenadas nos dispositivos apreendidos. A defesa do ex-governador sustenta que pretende responder às suspeitas apresentando detalhamento de despesas familiares fixas, estimadas em aproximadamente R$ 28 mil mensais, incluindo custos com aluguel e educação dos filhos.
A reportagem também informa que Castro buscou reforçar liquidez financeira após deixar o cargo. Entre as medidas adotadas estaria a venda de um apartamento no bairro do Itanhangá, por R$ 150 mil, além da cobrança de R$ 142 mil ao governo estadual relativos a férias acumuladas durante o período em que comandou o Executivo fluminense.
A Polícia Federal acompanha a evolução patrimonial do ex-governador, citado em investigações relacionadas a suspeitas de propina envolvendo refinarias e instituições financeiras privadas. Segundo a reportagem, a cobertura onde Castro reside atualmente teria passado por reforma de alto padrão antes da mudança para o imóvel, adquirido em 2023 por empresa ligada a um ex-secretário estadual. Até o momento, não houve condenação contra o ex-governador, e os processos seguem em fase de investigação.
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