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Países sul-americanos firmam acordo regional contra crime organizado e narcotráfico

Países sul-americanos firmam acordo regional contra crime organizado e narcotráfico

Declaração assinada no Chile prevê cooperação em inteligência, controle migratório e combate a organizações criminosas transnacionais

Por: Redação

29/05/2026 às 16:29

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Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Representantes de cinco países da América do Sul assinaram um acordo regional para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado, ao narcotráfico e à migração irregular. O compromisso foi firmado nesta quinta-feira (28), em Santiago, no Chile, por autoridades de Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru, durante encontro voltado à segurança regional.

O documento, denominado “Compromisso Regional de Santiago contra o Crime Organizado Transnacional”, prevê a criação de um grupo técnico-operacional encarregado de elaborar um plano de ação conjunto com medidas consideradas “concretas, mensuráveis e verificáveis” para enfrentar redes criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades participantes, a iniciativa busca ampliar mecanismos de coordenação regional diante do avanço de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro, ao contrabando e a outras atividades ilícitas que utilizam sistemas financeiros, rotas logísticas e plataformas digitais para expansão de operações.

Durante o encontro, o presidente do Chile, José Antonio Kast, afirmou que os governos envolvidos pretendem intensificar ações coordenadas contra o avanço da criminalidade organizada.

 “Estamos cansados de ver o crime organizado matar nossos jovens, subjugar nossos bairros e comprar nossos apoiadores”, declarou o presidente chileno durante a cúpula.

O chanceler chileno, Francisco Pérez Mackenna, afirmou que o crime organizado passou a representar uma das principais ameaças à estabilidade institucional e à segurança regional. Segundo ele, respostas isoladas têm se mostrado insuficientes diante da expansão de grupos criminosos transnacionais e exigem maior compartilhamento de inteligência e coordenação política entre governos.

O acordo estabelece cooperação em áreas como inteligência financeira e tributária, monitoramento migratório e fronteiriço, rastreabilidade de operações suspeitas, combate à corrupção e fortalecimento da integridade institucional. Os países signatários também decidiram criar mecanismos permanentes de coordenação para responder a organizações criminosas com atuação internacional.

Os representantes dos países envolvidos deverão voltar a se reunir em até 180 dias para avaliar a implementação das medidas acordadas. O governo chileno informou que pretende apresentar os resultados da cooperação regional na próxima Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), na tentativa de ampliar adesão de outros países do continente.

A iniciativa ocorre em um contexto de aumento da preocupação regional com o avanço da criminalidade organizada e do narcotráfico. No Equador, por exemplo, o governo intensificou operações conjuntas com os Estados Unidos contra grupos classificados como terroristas, enquanto a Argentina também ampliou cooperação internacional em segurança. O debate sobre combate ao crime organizado ganhou ainda mais espaço após os Estados Unidos anunciarem a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

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