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Com tarifaço à vista, São Paulo já acumula déficit de US$ 5,8 bilhões na balança comercial
Com tarifaço à vista, São Paulo já acumula déficit de US$ 5,8 bilhões na balança comercial
Medida dos EUA deve agravar ainda mais cenário; Fiesp alerta para impacto em exportações paulistas a partir de agosto
Por: Redação
26/07/2025 às 05:35

Foto: Divulgação
Mesmo antes de sentir os efeitos do tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, o Estado de São Paulo já fechou o primeiro semestre de 2025 com um rombo comercial de US$ 5,87 bilhões. Entre janeiro e junho, as exportações paulistas somaram US$ 36,48 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 42,35 bilhões.
Os dados são da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que prevê um agravamento no saldo negativo com a entrada em vigor das tarifas norte-americanas a partir de 1º de agosto. O alerta foi emitido pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, que monitora o impacto sobre a indústria paulista.
Segundo o levantamento, os Estados Unidos são um dos três principais destinos das exportações em 33 das 39 regiões industriais do estado — em 13 delas, o país lidera como principal comprador. Isso inclui polos estratégicos como Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Piracicaba, onde setores como o de automóveis, máquinas, combustíveis e produtos agrícolas têm forte presença.
Além da posição de destaque como comprador, os EUA também figuram entre os principais fornecedores de insumos industriais para 32 das 39 regiões analisadas. São produtos farmacêuticos, químicos, ópticos, plásticos e até pescados que abastecem diversas cadeias produtivas do estado.
A dependência mútua nas trocas comerciais entre São Paulo e os Estados Unidos expõe a fragilidade do modelo econômico atual, especialmente diante de decisões unilaterais como a adotada pelo governo norte-americano. A taxação — que faz parte da política “América em Primeiro Lugar”, retomada com força por Donald Trump — será aplicada a uma ampla gama de produtos brasileiros.
Diante do cenário, cresce a pressão sobre o governo federal para reavaliar sua postura diplomática e comercial. Setores da indústria paulista esperam respostas firmes e objetivas que protejam a competitividade nacional, em vez de discursos ideológicos e retóricos contra os norte-americanos.
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