Como vai ser a internação e a cirurgia de Bolsonaro no dia de Natal
Ex-presidente passa por nova cirurgia abdominal autorizada pelo STF em meio a restrições judiciais e vigilância permanente do Estado
Por: Redação
24/12/2025 às 08:47

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma nova cirurgia abdominal para correção de hérnia inguinal bilateral, após laudo da Polícia Federal indicar risco de agravamento do quadro clínico caso o procedimento não fosse realizado. A intervenção médica foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e está programada para ocorrer durante o período natalino, em Brasília.
Bolsonaro deverá ser internado nesta quarta-feira (24) para exames preparatórios e passará pela cirurgia no dia seguinte, 25 de dezembro, no Hospital DF Star. A junta médica classificou o procedimento como eletivo, mas ressaltou a necessidade de realização “o mais breve possível” diante do histórico clínico do ex-presidente, marcado por múltiplas cirurgias decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
De acordo com o relatório médico, a hérnia inguinal bilateral ocorre quando tecidos do abdômen ultrapassam áreas enfraquecidas da musculatura da virilha, podendo provocar dor, inchaço e risco de complicações intestinais. No caso de Bolsonaro, as sucessivas intervenções cirúrgicas ao longo dos últimos anos contribuíram para a formação de aderências internas, aumentando a fragilidade da parede abdominal.
O laudo também recomendou o bloqueio do nervo frênico como alternativa para conter episódios recorrentes de soluços persistentes, que têm causado sofrimento físico relevante ao ex-presidente. O procedimento, segundo especialistas, é indicado quando tratamentos convencionais não apresentam resposta eficaz.
Apesar do caráter médico da decisão, a autorização judicial veio acompanhada de um rigoroso aparato de controle. Bolsonaro permanece sob custódia do Estado e será escoltado pela Polícia Federal durante todo o período de internação, com vigilância permanente no hospital e restrições severas ao contato com familiares. Apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhá-lo, enquanto filhos e demais parentes dependem de autorização judicial específica.
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