O Congresso Nacional deve analisar nesta semana o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que altera as regras de cálculo de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A proposta, que já havia sido aprovada pelos parlamentares, estabelece novos critérios de dosimetria e permite redução de penas em determinadas situações, especialmente para réus que não exerceram liderança nem financiaram os atos.
Entre as mudanças, o texto prevê possibilidade de diminuição de até dois terços da pena e flexibilização nas regras de progressão de regime, com cumprimento mínimo de um sexto da condenação.
Ao vetar integralmente o projeto, Lula argumentou que a medida poderia enfraquecer a resposta penal a crimes contra o Estado democrático e representar um retrocesso institucional.
Para derrubar o veto, o Congresso precisa de maioria absoluta nas duas Casas — 257 votos na Câmara e 41 no Senado. A votação será secreta, o que pode influenciar o comportamento dos parlamentares.
A oposição aposta na repetição do placar da aprovação original, que contou com ampla maioria, enquanto o governo trabalha para reverter votos e manter o veto presidencial.
A proposta também tem potencial de impacto direto sobre condenações já aplicadas, ampliando o alcance político e jurídico da decisão que será tomada pelo Congresso.