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Conselho de Ética sem funcionar mantém representações contra senadores sem análise
Conselho de Ética sem funcionar mantém representações contra senadores sem análise
Colegiado está inativo desde julho de 2024, deixando ao menos 19 representações paradas, entre elas pedidos envolvendo Davi Alcolumbre, governistas e parlamentares da oposição
Por: Redação
04/08/2026 às 07:24

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O Conselho de Ética do Senado permanece sem funcionamento desde julho de 2024, impedindo a análise de representações por suposta quebra de decoro parlamentar. Sem a designação de seus integrantes e a instalação formal do colegiado, ao menos 19 representações seguem sem qualquer tramitação, situação que levou o Partido Novo a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os casos que aguardam apreciação estão representações contra parlamentares da base governista e da oposição, como Soraya Thronicke (Podemos-MS), Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES), Giordano (MDB-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO), Plínio Valério (PSDB-AM), Eduardo Braga (MDB-AM) e o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
De acordo com levantamento citado na reportagem, desde o início da atual legislatura, em 2023, foram protocoladas pelo menos 19 representações relacionadas à quebra de decoro parlamentar. No caso de Alcolumbre, os pedidos incluem alegações de omissão na apreciação de requerimentos de impeachment de ministros do STF e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de suposto abuso das prerrogativas da Presidência do Senado. Nenhuma dessas acusações foi analisada pelo Conselho de Ética.
O Partido Novo ingressou com mandado de segurança no STF alegando omissão da Mesa Diretora do Senado por não promover a eleição dos membros e a instalação do colegiado. A ação é relatada pela ministra Cármen Lúcia, que ainda não decidiu sobre o pedido de liminar e solicitou informações ao Senado antes de analisar o mérito da ação.
Autor da ação, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma que a situação gera conflito de interesses, uma vez que o presidente do Senado também é alvo de representações que dependem do funcionamento do Conselho de Ética para serem examinadas. Segundo o parlamentar, enquanto o colegiado permanecer inativo, novas representações continuarão sem possibilidade de tramitação.
Procurada, a assessoria de Davi Alcolumbre não se manifestou até a publicação da reportagem. Já a assessoria do Senado informou que a última composição do Conselho de Ética encerrou seu mandato em março de 2025 e que o órgão aguarda a indicação dos partidos para a eleição da nova composição. Apesar da explicação, o colegiado segue sem realizar reuniões desde julho de 2024, mantendo as representações protocoladas nesse período sem andamento.
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