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CPI contra João Campos é protocolada na Câmara do Recife

CPI contra João Campos é protocolada na Câmara do Recife

Comissão atinge número mínimo de assinaturas e vai investigar suposta fraude em concurso para procurador

Por: Redação

02/03/2026 às 14:32

Imagem de CPI contra João Campos é protocolada na Câmara do Recife

Foto: Divulgação

Vereadores da Câmara Municipal do Recife protocolaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão do prefeito João Campos (PSB). A comissão alcançou 13 assinaturas, número mínimo necessário para instalação.

O foco da investigação é a suposta fraude em concurso público para o cargo de procurador do município. O requerimento foi apresentado pelo vereador Thiago Medina (PL), que aponta indícios de favorecimento pessoal e possível tráfico de influência.

 

Nomeação anulada após repercussão

O caso envolve a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga destinada a pessoa com deficiência (PCD). Ele havia sido classificado em 63º lugar no concurso de 2022, homologado em 2023. Três anos depois, apresentou laudo médico com diagnóstico de transtorno do espectro autista e solicitou reclassificação na lista de PCD.

A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município em 23 de dezembro de 2025, mas acabou anulada em 31 de dezembro após repercussão negativa e pressão de entidades da carreira jurídica.

 

Suspeita de nepotismo cruzado

O episódio ganhou dimensão política porque Lucas é filho da procuradora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, Maria Nilda Silva, e do juiz Rildo Vieira da Silva, que atua na Vara Regional de Crimes contra a Administração Pública.

O texto da CPI prevê apuração sobre eventual reclassificação extemporânea, possível responsabilidade do prefeito, do procurador-geral do município e de outros agentes públicos. O requerimento também menciona indícios de nepotismo cruzado.

A comissão será composta por sete vereadores e terá prazo inicial de 120 dias, prorrogável por mais 60. Entre os signatários há parlamentares da oposição, independentes e integrantes da base do prefeito.

No início de fevereiro, um pedido de impeachment contra João Campos foi rejeitado por 25 votos contrários, 9 favoráveis e 1 abstenção.

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