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Crise interna no STF se agrava às vésperas da saída de Barroso da presidência

Crise interna no STF se agrava às vésperas da saída de Barroso da presidência

Com ministros incomodados com decisões de Moraes e temendo sanções dos EUA, Supremo vive ambiente de desconfiança e incerteza

Por: Redação

06/08/2025 às 08:20

Roberto Barroso tem tentado desarmar o protagonismo que o Supremo adquiriu por causa da atuação do ministro Alexandre de Moraes

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, tem demonstrado crescente frustração com o clima de divisão que se intensificou dentro da Corte. Em suas manifestações públicas, Barroso tenta adotar um tom conciliador, minimizando o protagonismo que o STF assumiu nos últimos anos — especialmente sob a atuação do ministro Alexandre de Moraes, responsável por inquéritos de grande repercussão, como o que investiga a manifestação do 8 de janeiro.

Barroso é, entre os 11 ministros, o que mantém vínculos mais estreitos com os Estados Unidos. A família possui imóvel declarado em Miami, e o ministro frequentemente participa de eventos acadêmicos em instituições como Harvard. No entanto, rumores indicam que seu visto americano pode ter sido revogado, fato ainda não confirmado oficialmente, mas que intensificou o mal-estar nos corredores do Supremo.

Após deixar a presidência, Barroso deverá integrar a 2ª Turma do STF, formada por ministros com quem ele não mantém relações próximas: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Fachin, atualmente na 2ª Turma, deixará o grupo ao assumir o comando do Tribunal.

 

Possível nova vaga para Lula
Caso Barroso opte por deixar o cargo, o presidente Lula poderá indicar mais um ministro ao STF, além de Cristiano Zanin e Flávio Dino, já nomeados neste terceiro mandato. Estão no radar para a eventual vaga: Bruno Dantas (TCU), Jorge Messias (AGU), Rodrigo Pacheco (senador pelo PSD-MG) e Vinicius Carvalho (CGU).

Embora nenhum ministro tenha criticado publicamente Alexandre de Moraes, nos bastidores o desconforto é crescente. A decisão de aplicar tornozeleira eletrônica e, posteriormente, decretar prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desagradou a maioria da Corte. Ministros consideram a medida precipitada, sobretudo diante do fato de que o julgamento do ex-presidente está previsto para setembro — e a condenação, segundo fontes, é considerada provável.

Ministros esperam que Moraes reavalie a decisão, embora saibam que a chance disso acontecer é remota. Uma possível derrubada da prisão domiciliar pela 1ª Turma do STF — composta por Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Zanin e o próprio Moraes — também é vista como improvável.

A tensão aumentou ainda mais com a inclusão de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, adotada pelo governo dos EUA para punir agentes públicos acusados de violar direitos civis e políticos. Nos corredores do Supremo, há o receio de que outros ministros sejam incluídos nas próximas rodadas de sanções. Moraes, segundo avaliação reservada de colegas, teria contribuído para esse cenário ao adotar medidas consideradas extremas.

A Lei Magnitsky impõe sanções duras, como bloqueio de bens e restrições de viagem, dificultando a vida profissional e financeira dos atingidos. A reversão, no curto prazo, é considerada improvável, especialmente com a permanência de Donald Trump na presidência dos EUA pelos próximos três anos e meio.

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