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Damares denuncia omissão do governo sobre uso de ‘inaladores energéticos’ entre adolescentes
Damares denuncia omissão do governo sobre uso de ‘inaladores energéticos’ entre adolescentes
Senadora afirma ter alertado autoridades há mais de um mês sem resposta, enquanto produto se populariza entre jovens
Por: Redação
06/04/2026 às 16:55

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o governo federal tem ignorado alertas sobre os riscos associados ao uso de chamados “inaladores energéticos” por adolescentes. Segundo a parlamentar, ofícios enviados há mais de um mês a órgãos públicos e entidades médicas não tiveram retorno até o momento.
De acordo com Damares, os documentos foram encaminhados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde e a instituições médicas com pedidos urgentes de providências e esclarecimentos. A ausência de resposta, segundo ela, ocorre em meio à rápida disseminação do produto entre jovens, especialmente em ambientes escolares.
“O silêncio do governo e das instituições ocorre em meio a uma popularização alarmante do produto, com relatos crescentes de uso reiterado e compartilhamento entre alunos dentro do ambiente escolar”, destacou a senadora.
Os chamados inaladores energéticos são dispositivos portáteis que contêm substâncias como mentol, cânfora e eucalipto, e são comercializados como alternativas para aumento de energia, foco e alívio da congestão nasal. Vendidos livremente, inclusive pela internet, muitos desses produtos não possuem registro sanitário nem identificação clara de fabricante.
Especialistas alertam que, apesar da aparência inofensiva, o uso frequente pode causar irritações nas vias respiratórias e até desencadear crises em pessoas com predisposição a alergias ou asma. A falta de estudos sobre os efeitos do uso contínuo também levanta preocupações adicionais sobre os riscos à saúde.
A senadora também cobrou a emissão de alertas públicos para orientar pais e escolas, além de manifestações técnicas de entidades como o Conselho Federal de Medicina e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Segundo ela, a ausência de posicionamento contribui para a banalização do uso dessas substâncias entre adolescentes.
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