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Defesa de Carla Zambelli contesta inclusão na Interpol e fala em perseguição política

Defesa de Carla Zambelli contesta inclusão na Interpol e fala em perseguição política

Deputada condenada por invasão ao CNJ afirma que é alvo de fake news e manobra para impedir candidatura ao Senado em 2026

Por: Redação

15/07/2025 às 06:20

Deputada teve o nome incluído na chamada "difusão vermelha" a pedido de Alexandre de Moraes após deixar o país, no mês passado

Foto: Lula Maques/Agência Brasil

A nova defesa da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) solicitou à Interpol esclarecimentos formais sobre uma possível inclusão de seu nome na chamada difusão vermelha, lista de alerta internacional para localização e prisão de procurados. A medida teria sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de junho, após Zambelli anunciar que deixaria o Brasil.

A deputada foi condenada a 10 anos de prisão sob a acusação de ter participado da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, junto com o hacker Walter Delgatti Neto. Zambelli, no entanto, afirma ser alvo de “perseguição política” e que sua condenação reflete uma tentativa de silenciar lideranças conservadoras no país.

“Sou vítima de uma perseguição política que atenta não apenas contra minha honra pessoal, mas contra os fundamentos do Estado de Direito”, afirmou a deputada, que está atualmente nos Estados Unidos e declarou a intenção de viajar à Itália.

O novo advogado da parlamentar, Fábio Pagnozzi, contestou publicamente a existência de qualquer alerta internacional válido contra sua cliente. “Até o presente momento, o nome da parlamentar não aparece em nenhum mecanismo público de busca da Interpol, o que levanta sérias dúvidas sobre a veracidade das alegações feitas por adversários políticos”, disse.

Pagnozzi classificou como “fake news com fins eleitorais” as especulações sobre a inclusão de Zambelli na lista da Interpol e afirmou que o objetivo é minar uma eventual candidatura da deputada ao Senado nas eleições de 2026. “Estão tentando rotular uma parlamentar eleita como se fosse terrorista ou ameaça internacional. Isso é um abuso jurídico e político sem precedentes”, completou.

Embora o nome da parlamentar não conste na base pública da Interpol, o advogado reconheceu que a organização pode manter certos registros sob sigilo. Mesmo assim, a defesa solicitou oficialmente informações à Comissão de Controle dos Arquivos da Interpol e ao Ministério das Relações Exteriores — que, até o momento, não respondeu.

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