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Defesas aguardam decisão de André Mendonça sobre prisões após denúncias da PGR

Defesas aguardam decisão de André Mendonça sobre prisões após denúncias da PGR

Advogados avaliam que conclusão da fase de investigação pode levar à revisão de medidas cautelares, enquanto interlocutores do ministro afirmam que análises seguem critérios individuais

Por: Redação

06/07/2026 às 08:06

Imagem de Defesas aguardam decisão de André Mendonça sobre prisões após denúncias da PGR

Foto: Carlos Moura/ SCO/STF

Advogados de investigados presos preventivamente nos casos Banco Master e INSS avaliam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça poderá reexaminar parte das prisões após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar as denúncias formais nos processos.

A expectativa das defesas é que, com o encerramento da fase de investigação e o início da ação penal, algumas prisões preventivas possam ser substituídas por medidas cautelares consideradas menos restritivas, conforme a situação individual de cada investigado.

Interlocutores de André Mendonça, no entanto, afirmam que não existe relação automática entre o oferecimento das denúncias pela PGR e uma eventual revogação das prisões. O ministro é relator das investigações envolvendo os dois casos no STF.

Segundo pessoas próximas ao magistrado, a revisão de medidas cautelares já vem sendo realizada ao longo da tramitação dos processos, sempre com base nas circunstâncias específicas de cada investigado e nos requisitos previstos na legislação.

"O ministro prende e solta quando estão preenchidos os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal", afirmou um interlocutor de André Mendonça.

Ao longo das investigações, o relator já adotou decisões que flexibilizaram medidas cautelares em alguns casos. Em abril, por exemplo, Mendonça autorizou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar do advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis. Ambos buscam firmar acordos de colaboração premiada.

Em junho, o ministro também determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que havia sido alvo de operação relacionada ao Caso Master.

De acordo com interlocutores do ministro, qualquer eventual decisão sobre a revogação de prisões preventivas deverá ser precedida de manifestação da Procuradoria-Geral da República, responsável pela condução da acusação nos processos.

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