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Mulher de ministro de Lula se torna ré em ações do MPF por supostos desvios na Educação

Mulher de ministro de Lula se torna ré em ações do MPF por supostos desvios na Educação

Ministério Público Federal aponta suspeitas de fraudes em contratos de transporte escolar, cobrança de propina e prejuízo superior a R$ 50 milhões com recursos federais

Por: Redação

06/07/2026 às 15:35

Imagem de Mulher de ministro de Lula se torna ré em ações do MPF por supostos desvios na Educação

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça Federal no Piauí aceitou duas ações de improbidade administrativa propostas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Rejane Ribeiro Sousa Dias, conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), ex-secretária de Educação e esposa do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. As ações investigam supostas irregularidades em contratos de transporte escolar firmados entre 2015 e 2018, período em que Wellington Dias governava o estado.

Segundo o MPF, as investigações apontam indícios de fraudes em licitações, cobrança de propina e desvio de recursos federais que podem ter causado prejuízo superior a R$ 50 milhões aos cofres públicos.

De acordo com as denúncias, o suposto esquema funcionava por meio da cobrança de propina de empresas responsáveis pelo transporte escolar, inserção de informações falsas nos sistemas estaduais de desembolso e utilização irregular de verbas federais destinadas à educação.

Os procuradores afirmam que recursos da União eram transferidos para contas do governo estadual como forma de dificultar o controle da aplicação do dinheiro público.

O MPF sustenta que Rejane Dias ocupava posição central no suposto esquema. Conforme a denúncia, ela teria homologado processos licitatórios considerados irregulares e tinha conhecimento das supostas fraudes investigadas.

A segunda ação trata de supostas irregularidades em contratos celebrados por meio de dispensas de licitação e pregões para o transporte escolar. Segundo o Ministério Público Federal, a Secretaria de Educação deixou de adquirir frota própria e manteve estimativas de rotas e de estudantes incompatíveis com a realidade.

Ainda conforme a investigação, empresas contratadas terceirizavam integralmente o serviço para motoristas particulares, que recebiam valores inferiores aos pagos pelo Estado, permitindo que parte significativa dos recursos permanecesse com as contratadas.

Relatórios de inspeção também apontam o uso de veículos inadequados para o transporte de estudantes, incluindo carros de passeio e caminhonetes adaptadas, além de automóveis com problemas de segurança e motoristas sem a habilitação exigida para a atividade. Os procuradores também identificaram divergências entre a quilometragem contratada e os trajetos efetivamente percorridos.

As investigações sobre o caso foram divulgadas inicialmente em dezembro de 2023. Até a publicação da reportagem, a defesa de Rejane Ribeiro Sousa Dias não havia se manifestado sobre as novas ações propostas pelo Ministério Público Federal.

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