A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (24), a delegada Marília Ferreira de Alencar para início do cumprimento de pena após condenação no processo da chamada trama golpista.
A ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição dos últimos recursos apresentados pela defesa. A delegada foi condenada a 8 anos e 6 meses de prisão, com regime inicial fechado.
Apesar da condenação, Moraes autorizou que Marília permaneça em prisão domiciliar pelos primeiros 90 dias. Durante o cumprimento da decisão, agentes apreenderam dois passaportes e a carteira funcional da delegada.
Marília já se encontrava em prisão domiciliar desde dezembro do ano passado, medida adotada após a fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Com a nova decisão, ela passa oficialmente da condição de investigada para condenada em cumprimento de pena.
A delegada integra o chamado “núcleo 2” do processo, que reúne outros nomes ligados ao caso, incluindo militares e ex-integrantes do governo anterior. As penas aplicadas ao grupo chegam a mais de 26 anos de prisão.
O julgamento foi conduzido pela Primeira Turma do STF, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O caso segue como um dos principais focos de atuação do Supremo nos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro, em meio a críticas de juristas e setores políticos sobre a condução dos processos e a proporcionalidade das penas aplicadas.