Dino é sorteado para relatar terceiro inquérito contra Lulinha no STF
Investigação da Polícia Federal apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência; defesa do filho de Lula fala em uso político das investigações
Por: Redação
04/08/2026 às 06:58

Foto: Divulgação/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino foi sorteado para relatar o terceiro inquérito solicitado pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A nova investigação apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência, assim como os dois procedimentos autorizados anteriormente pela Corte.
Segundo a publicação, o novo inquérito foi encaminhado ao STF após pedidos da Polícia Federal apresentados na última semana. A defesa de Lulinha afirma que a sucessão de investigações representa um "uso político-eleitoral" da corporação e informou ter procurado o Ministério da Justiça e o Supremo para solicitar acesso aos autos.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que sequer teve acesso ao conteúdo das investigações e criticou a abertura dos procedimentos.
"A situação saiu do controle. Pedi ao ministro da Justiça providências enérgicas. Não tivemos acesso aos autos. Trata-se apenas de provocar desgaste político", afirmou.
Outro defensor de Lulinha, Guilherme Suguimori, também disse que a defesa ainda não conhece o conteúdo dos inquéritos e afirmou que a divulgação seletiva das investigações levanta dúvidas sobre a condução do caso. Apesar das críticas, ressaltou que seu cliente permanecerá à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Os dois primeiros inquéritos foram autorizados pelo ministro André Mendonça. Um deles investiga suposta tentativa de favorecimento ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações relacionadas à cannabis medicinal no Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas envolvendo contratos e licitações na Dataprev.
Em relação ao terceiro procedimento, o STF informou que não há detalhes oficiais sobre seu objeto. Fontes ligadas às investigações afirmam que o novo pedido da Polícia Federal teria sido interpretado como uma forma de retirar a condução do caso da relatoria de André Mendonça, responsável por processos relacionados ao Banco Master e à Operação Sem Desconto.
Flávio Dino foi ministro da Justiça no governo Lula antes de ser indicado pelo presidente ao STF, onde assumiu a vaga em 2023.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




