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Editoriais de jornais criticam pacote econômico do governo Lula e apontam viés eleitoral

Editoriais de jornais criticam pacote econômico do governo Lula e apontam viés eleitoral

Estadão e O Globo afirmam que medidas ampliam gastos públicos, pressionam inflação e miram recuperação de popularidade do presidente

Por: Redação

18/05/2026 às 10:29

Atualizado em 18/05/2026 às 13:05

Imagem de Editoriais de jornais criticam pacote econômico do governo Lula e apontam viés eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Editorials publicados pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo fizeram críticas à política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificaram recentes medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto como ações de caráter eleitoral.

Segundo os textos publicados nesta segunda-feira (18), o governo federal estaria ampliando gastos públicos e lançando programas de estímulo econômico com o objetivo de recuperar popularidade e fortalecer sua base política para a disputa eleitoral de 2026.

Os editoriais citam levantamento do BTG Pactual que estima em R$ 140 bilhões o custo de dez medidas implementadas pelo governo nos últimos dois anos. As publicações alertam para possíveis impactos na inflação, manutenção de juros elevados e aumento do endividamento público.

O Estadão criticou o uso de mecanismos parafiscais, que permitem ampliar estímulos econômicos por meio de fundos, bancos públicos e estatais sem necessidade de autorização direta do Congresso Nacional ou previsão imediata no Orçamento da União. Entre os exemplos citados estão o novo programa Desenrola e linhas de crédito do programa Move Brasil, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Já O Globo acusou o governo de tentar contornar a Lei de Responsabilidade Fiscal ao utilizar receitas extras obtidas com a valorização do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio para financiar subsídios aos combustíveis. O jornal defendeu que os recursos fossem direcionados para redução da dívida pública.

As duas publicações também questionaram medidas voltadas à classe média, como a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 13 mil e o fim da chamada “taxa das blusinhas”, aplicada sobre importações internacionais de até US$ 50. Segundo os jornais, essas ações miram setores do eleitorado onde a popularidade do presidente sofreu desgaste recente.

Outro ponto criticado foi o subsídio de R$ 0,89 por litro na gasolina, considerado pelos editoriais uma medida ampla que beneficia diferentes faixas de renda sem distinção. Os textos também compararam o plano de incentivo para taxistas e motoristas de aplicativo a programas semelhantes lançados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período eleitoral anterior.

Os editoriais concluem que o aumento dos gastos públicos pode gerar efeitos econômicos negativos nos próximos anos, incluindo pressão inflacionária, alta do endividamento e aumento do custo de vida.

 

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