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Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo pedem sanções a Moraes em reunião com autoridades dos EUA
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo pedem sanções a Moraes em reunião com autoridades dos EUA
Durante encontro no Departamento de Estado, aliados de Bolsonaro sugerem aplicação da Lei Magnitsky contra ministro do STF e afirmam que Brasil "dobra a aposta" contra tarifa de Trump
Por: Redação
16/07/2025 às 10:30

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O jornalista Paulo Figueiredo revelou que autoridades americanas pediram informações detalhadas sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma reunião realizada nesta terça-feira (15) em Washington. O encontro contou com a presença do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e representantes do Departamento de Estado dos EUA.
Segundo Figueiredo, os interlocutores norte-americanos demonstraram preocupação com a condução política e jurídica no Brasil e discutiram a possibilidade de aplicação da chamada Lei Magnitsky — legislação que permite sanções contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações dos direitos humanos. A medida teria sido cogitada especificamente contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe.
“Eles perguntaram sobre a atuação de cada um dos ministros do STF. Querem entender os bastidores do que está acontecendo no Brasil”, afirmou Figueiredo em entrevista à Folha de S. Paulo. Segundo ele, os americanos estariam buscando evidências que sustentem eventual punição internacional, antes que o julgamento contra Bolsonaro avance no Supremo.
Reação ao tarifaço de Trump
A reunião ocorre em meio à escalada de tensões provocada pela decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, sob alegações de que o país pratica políticas “antiamericanas” no âmbito do Brics. A resposta do governo Lula tem sido classificada por observadores como agressiva, com discursos que reforçam a retórica anti-EUA e críticas diretas ao republicano.
Figueiredo afirmou que, na visão dos norte-americanos, o Brasil estaria “dobrando a aposta”, o que dificulta uma saída negociada para a crise. O governo Biden instaurou nesta terça um processo formal de investigação sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo pirataria e supostos prejuízos econômicos a empresas americanas.
Eduardo Bolsonaro critica STF e exalta Constituição dos EUA
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro publicou uma foto em frente ao Departamento de Estado e ironizou o atual cenário institucional brasileiro: “Se no Brasil já não há mais Constituição, viemos beber na fonte da Constituição do país que ainda é referência em democracia e liberdade.”
Aliado direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar tem feito duras críticas ao Supremo e ao ministro Alexandre de Moraes, que é apontado como símbolo do que a direita classifica como “ativismo judicial”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu recentemente a condenação de Bolsonaro a mais de 40 anos de prisão.
Crise institucional com repercussão global
Enquanto o Planalto sustenta a narrativa de que há ingerência dos EUA nos assuntos internos brasileiros, lideranças da oposição denunciam o que classificam como censura, perseguição política e abuso de autoridade por parte da cúpula do Judiciário.
Nos bastidores, cresce a expectativa sobre os desdobramentos diplomáticos da crise. As falas públicas e movimentações políticas indicam que o Brasil caminha para um desgaste inédito com os Estados Unidos — agora envolvido não apenas em tensões comerciais, mas também em um embate institucional com reflexos internacionais.
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