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Eduardo Bolsonaro pede retomada de sanções contra Moraes antes de julgamento no STF
Eduardo Bolsonaro pede retomada de sanções contra Moraes antes de julgamento no STF
Ex-deputado afirma que pode ser alvo de condenação por motivação política e critica investigação sobre sua atuação nos Estados Unidos
Por: Redação
16/06/2026 às 09:08

Foto: Reprodução/X
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes na véspera do julgamento que enfrenta na Primeira Turma da Corte. Em publicação nas redes sociais, Eduardo pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a retomada de sanções contra o magistrado e afirmou que pode ser alvo de uma “condenação em retaliação”.
A manifestação ocorreu um dia antes da análise do processo em que o ex-parlamentar é acusado de coação no curso da Justiça. A Procuradoria-Geral da República sustenta que Eduardo teria atuado junto a integrantes do governo norte-americano para pressionar autoridades brasileiras e interferir em investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Na publicação, Eduardo defendeu o restabelecimento das medidas adotadas anteriormente pelos Estados Unidos contra Moraes.
“A reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente”, escreveu o ex-deputado.
Ele também afirmou que o julgamento ocorre em um contexto de perseguição política e comparou sua situação às investigações enfrentadas por Donald Trump nos Estados Unidos. Segundo Eduardo, a acusação contra ele criminaliza contatos mantidos com integrantes do governo norte-americano.
“Considere a ousadia de suas acusações: eles alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo norte-americano”, afirmou.
A investigação foi aberta para apurar a atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos. Segundo o inquérito, ele teria defendido medidas como sanções diplomáticas, restrições de vistos e pressões econômicas contra integrantes do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades brasileiras.
O STF aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República em novembro do ano passado. Desde então, Eduardo sustenta que suas ações estão inseridas no âmbito da atividade política e da liberdade de expressão, enquanto a acusação entende que houve tentativa de constranger autoridades e influenciar investigações em andamento.
A análise do caso pela Primeira Turma do Supremo ocorre em meio ao debate sobre os limites da atuação política internacional de parlamentares e ex-parlamentares, além das discussões sobre liberdade de expressão, relações diplomáticas e o papel do Judiciário em investigações de natureza política.
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