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Eduardo Bolsonaro reage a Moraes e diz que STF “não quer um Bolsonaro nas urnas”
Eduardo Bolsonaro reage a Moraes e diz que STF “não quer um Bolsonaro nas urnas”
Ministro deu cinco dias para PGR se manifestar sobre pedido de prisão apresentado por PT e PSOL
Por: Redação
06/10/2025 às 18:16

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre um pedido de prisão contra ele. O requerimento foi apresentado por parlamentares do PT e do PSOL, que acusam o deputado de coação no curso do processo por sua atuação a favor de sanções do governo dos Estados Unidos a autoridades brasileiras envolvidas na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em suas redes sociais, Eduardo ironizou o caso e afirmou que a medida tem motivação política:
“Depois que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, adivinhe quem eles querem prender agora? As eleições presidenciais brasileiras são em 2026 e o Supremo Tribunal Federal não quer um Bolsonaro nas urnas”, escreveu o parlamentar, em inglês
Contexto da decisão
O pedido de prisão, encaminhado ao STF, pede que Eduardo Bolsonaro seja investigado por supostamente tentar interferir em decisões judiciais brasileiras através de articulações com autoridades americanas. Moraes encaminhou o processo à PGR, chefiada por Paulo Gonet, para manifestação antes de qualquer decisão sobre eventual ordem de prisão.
A ação é vista por aliados como mais um capítulo na escalada de tensões entre o Judiciário e a direita política, num contexto em que decisões do Supremo vêm sendo questionadas por ultrapassar limites constitucionais e atingir opositores do governo federal.
Reação política
Lideranças do PL e parlamentares aliados a Bolsonaro classificaram o pedido como perseguição política e tentativa de silenciar a oposição. Segundo eles, o STF tem agido de maneira seletiva, mantendo foco em figuras ligadas ao bolsonarismo enquanto ignora denúncias envolvendo aliados do governo Lula.
Para analistas políticos, o caso pode ampliar o desgaste institucional entre os Poderes, num momento em que a direita já articula estratégias eleitorais para 2026. Eduardo Bolsonaro é apontado como um dos nomes com maior potencial de herdar o capital político do pai, caso o ex-presidente permaneça inelegível.
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