O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido aconselhado por aliados do PT a adotar um discurso mais duro em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) como estratégia para as eleições de 2026, quando pretende disputar a reeleição.
Segundo integrantes do núcleo político petista, a orientação vem principalmente de dirigentes envolvidos na comunicação do partido, que avaliam ser necessário criar maior distanciamento entre Lula e ministros da Corte.
A leitura dentro do PT é de que decisões e crises envolvendo o STF acabam provocando desgaste indireto ao governo federal e contaminando a imagem do presidente perante parte do eleitorado.
Nos bastidores, aliados de Lula afirmam que pesquisas internas indicam rejeição crescente a determinadas atuações do Supremo, especialmente em temas ligados à liberdade de expressão, investigações políticas e embates institucionais.
Diante desse cenário, lideranças petistas passaram a defender que Lula critique publicamente condutas consideradas excessivas por parte de ministros da Corte e até sinalize apoio a discussões sobre responsabilização de magistrados em casos específicos.
A pressão interna aumentou após a derrota política sofrida pelo governo no Senado envolvendo o nome de Jorge Messias. Nos bastidores do Planalto, integrantes do PT atribuem a articulação contrária à indicação a setores do STF, da oposição e do Centrão.
O episódio ampliou entre aliados do presidente a narrativa de que Lula estaria enfrentando resistência de um “sistema” político e institucional interessado em enfraquecer o governo antes das eleições de 2026.
Apesar disso, integrantes do Palácio do Planalto defendem cautela e avaliam que um confronto direto entre Executivo e Supremo poderia gerar instabilidade política e ampliar tensões institucionais em Brasília.
Nos últimos meses, o governo já enfrentou atritos indiretos com a Corte em temas como regulamentação das redes sociais, segurança pública e indicações para tribunais superiores.