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"Em toda eleição aparece o Lulinha", diz Luiz Marinho ao criticar investigações

"Em toda eleição aparece o Lulinha", diz Luiz Marinho ao criticar investigações

Ministro do Trabalho afirma que apurações envolvendo aliados de Lula reaparecem em anos eleitorais, defende direito à ampla defesa e comenta afastamento de ex-chefe de gabinete da campanha

Por: Redação

05/08/2026 às 18:33

Imagem de "Em toda eleição aparece o Lulinha", diz Luiz Marinho ao criticar investigações

Foto: Divulgação/MTE

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (5) que investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o senador Jaques Wagner (PT-BA) e outros aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva costumam ganhar repercussão em períodos eleitorais. Segundo o ministro, esse movimento se repete a cada disputa nas urnas.

Marinho declarou considerar "engraçado" que determinados casos retornem ao debate público em anos de eleição e afirmou que existe um "processo implacável de perseguição" contra pessoas ligadas ao presidente Lula.

Ao comentar a situação de Lulinha, atualmente investigado em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro afirmou que o empresário já foi alvo de diversas investigações ao longo dos anos e sustentou que nenhuma delas encontrou irregularidades. Marinho também citou o senador Jaques Wagner e relembrou as investigações que atingiram o parlamentar em 2018.

Durante a entrevista, o ministro ainda mencionou o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, afirmando que o caso costuma voltar ao debate em períodos eleitorais. Segundo ele, o episódio é frequentemente retomado durante campanhas políticas.

Questionado sobre o afastamento de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, da coordenação da campanha de Lula, Marinho afirmou que teria tomado a mesma decisão caso estivesse na mesma situação. Para o ministro, o ex-chefe de gabinete buscou evitar que questões pessoais fossem utilizadas para atingir a campanha presidencial.

Marinho também defendeu que as investigações esclareçam se a relação pessoal entre Marcola e a empresária Roberta Luchsinger teve algum reflexo na atuação institucional do ex-assessor. Segundo o ministro, caso a relação tenha permanecido no âmbito privado, não haveria fundamento para associá-la ao exercício da função pública.

Ao encerrar a declaração, Luiz Marinho reiterou que todos os investigados têm direito à ampla defesa e afirmou que cabe às autoridades competentes concluir as apurações antes de qualquer julgamento.

 
 

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