Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Empresário conhecido como “Beto Louco” retoma negociações para acordo de delação premiada
Empresário conhecido como “Beto Louco” retoma negociações para acordo de delação premiada
Defesa busca reabrir diálogo com PF e PGR após primeira tentativa fracassar; empresário afirma possuir informações sobre lideranças políticas
Por: Redação
03/06/2026 às 10:13

Foto: Reprodução
Representantes do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, voltaram a procurar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para tentar firmar um acordo de colaboração premiada. A nova investida ocorreu ao longo do mês de maio, quando advogados do empresário estiveram em Brasília para reuniões com integrantes dos órgãos responsáveis pelas investigações.
Segundo informações obtidas pela reportagem, as conversas enfrentaram resistência de investigadores e ainda não resultaram na retomada formal das negociações para um eventual acordo de delação.
Interlocutores ligados ao empresário afirmam que ele possui informações envolvendo figuras influentes da política nacional, incluindo lideranças de partidos como União Brasil e PL. Aliados de Beto Louco sustentam que parte da resistência encontrada nas negociações estaria relacionada justamente ao alcance dos nomes mencionados em sua proposta de colaboração.
A nova tentativa ocorre cerca de cinco meses após uma primeira negociação fracassar. Em dezembro do ano passado, a proposta apresentada pelo empresário foi considerada insuficiente pela Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, o procurador-geral Paulo Gonet avaliou que os elementos oferecidos não atendiam aos requisitos necessários para celebração do acordo.
Inicialmente, Beto Louco negociou a colaboração com o Ministério Público Federal no Paraná. No entanto, o caso foi encaminhado à PGR após o empresário mencionar autoridades com foro privilegiado em suas declarações. Entre os nomes citados estaria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Após o insucesso das tratativas em Brasília, o empresário firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público da Bahia. Nesse procedimento, relacionado à Operação Carbono Oculto, ele apresentou informações sobre um suposto esquema de fraude fiscal e pagamento de propinas no setor de combustíveis do estado.
A Operação Carbono Oculto investiga suspeitas de irregularidades tributárias e movimentações financeiras ligadas ao mercado de combustíveis. As informações fornecidas por Beto Louco seguem sendo analisadas pelas autoridades responsáveis pelas apurações.
Até o momento, não há confirmação de que a PGR ou a Polícia Federal tenham aceitado reabrir oficialmente as negociações para uma nova delação premiada envolvendo o empresário.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




