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Itamaraty esclarece regras para hospedagem em residências oficiais no exterior

Itamaraty esclarece regras para hospedagem em residências oficiais no exterior

Ministério afirma que embaixadores podem receber convidados particulares desde que não haja gastos públicos

Por: Redação

03/06/2026 às 10:29

Imagem de Itamaraty esclarece regras para hospedagem em residências oficiais no exterior

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Câmara dos Deputados esclarecimentos sobre as regras para hospedagem de autoridades e de pessoas sem vínculo com o serviço público em residências oficiais do Brasil no exterior. A manifestação ocorreu em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

Segundo o Itamaraty, a autorização para a recepção de hóspedes cabe ao chefe da missão diplomática responsável pela residência oficial. A pasta destacou que esses imóveis exercem dupla função: servem como espaços de representação do Estado brasileiro e também como residência dos embaixadores e de suas famílias.

No documento enviado ao parlamentar, o ministério afirmou que não existe impedimento para que diplomatas recebam convidados particulares, desde que a hospedagem não gere despesas para os cofres públicos.

“A autoridade competente para autorizar a recepção de hóspedes nas residências oficiais é o chefe do posto. Ao mesmo tempo que cumprem função pública de representação, abrigando reuniões, recepções e outras atividades vinculadas à atividade diplomática, as residências oficiais de postos no exterior desempenham também função privada como moradia do chefe do posto e de sua família. Desde que não haja custos ao erário, não há óbice a que o ocupante da residência oficial receba convidados de seu trato privado, cabendo-lhe autorizar a hospedagem de pessoas na Residência Oficial”, informou o Itamaraty.

A pasta também explicou que mantém controle apenas sobre a hospedagem de agentes públicos, registrando informações como nome, cargo, período da estadia e justificativa da viagem. Já os convidados particulares ficam sob responsabilidade direta dos embaixadores.

De acordo com o ministério, eventual utilização de recursos públicos para custear hospedagens privadas exigiria ressarcimento à União. O Itamaraty afirmou, entretanto, não possuir registros de ocorrências dessa natureza.

 

Questionamento surgiu após caso envolvendo Fábio Porchat

O pedido de esclarecimentos foi protocolado por Gustavo Gayer em 31 de março. O parlamentar solicitou informações sobre os critérios para hospedagem de pessoas sem cargo público, eventuais custos envolvidos e a relação de hóspedes das residências oficiais brasileiras no país e no exterior.

No requerimento, o deputado citou reportagem sobre a hospedagem do humorista Fábio Porchat, em 2025, na residência oficial da Embaixada do Brasil em Roma. Na ocasião, o artista participou das celebrações de Natal promovidas pelo embaixador Renato Mosca.

O episódio ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado por Porchat dentro da representação diplomática brasileira na Itália. Na publicação, o humorista fez comentários direcionados a apoiadores da direita e, posteriormente, publicou mensagem pedindo que os internautas reduzissem o engajamento em disputas políticas nas redes sociais.

À época, o Itamaraty informou que Porchat era convidado pessoal do embaixador e ressaltou que sua estadia não gerou despesas para a administração pública.

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