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Ex-sócio de Vorcaro pagou camarote de R$ 63 mil para Jaques Wagner e familiares nos EUA
Ex-sócio de Vorcaro pagou camarote de R$ 63 mil para Jaques Wagner e familiares nos EUA
PF aponta que senador do PT e quatro parentes receberam ingressos para área VIP de show na Califórnia; benefício entrou na investigação do caso Banco Master
Por: Redação
18/06/2026 às 15:33

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A Polícia Federal identificou que o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, pagou R$ 63,3 mil por um camarote utilizado pelo senador Jaques Wagner e quatro familiares durante um show realizado na Califórnia, nos Estados Unidos, em junho de 2023. A informação consta em documentos da investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
O episódio foi incluído na decisão do ministro André Mendonça que autorizou mandados de busca e apreensão contra o líder do governo no Senado no âmbito da nona fase da Operação Compliance Zero.
Mensagens mostram pedido de ingressos
Segundo a investigação, mensagens trocadas entre Augusto Lima e Jaques Wagner registram o envio de ingressos para cinco pessoas. Em um dos diálogos citados no despacho judicial, Lima responde ao senador: “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.”.
Os documentos não informam qual foi o artista ou evento que motivou a viagem, mas apontam que os bilhetes teriam sido custeados por meio da Reag Investimentos S.A., empresa mencionada pelos investigadores como ligada ao grupo sob apuração.
A PF também cita o nome de João Carlos Mansur nas tratativas relacionadas à aquisição dos ingressos.
Operação investiga corrupção e lavagem de dinheiro
Jaques Wagner e Augusto Lima estão entre os principais alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
As investigações apuram possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.
Em nota, a defesa de Augusto Lima afirmou considerar a operação desnecessária e declarou que o empresário está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.
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