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Fachin retira pedido de Moraes para investigar Mendonça do Inquérito das Fake News

Fachin retira pedido de Moraes para investigar Mendonça do Inquérito das Fake News

Presidente do STF transfere análise das acusações para processo que apura o caso Banco Master e determina manifestações de ministros e autoridades

Por: Redação

04/09/2026 às 12:02

Imagem de Fachin retira pedido de Moraes para investigar Mendonça do Inquérito das Fake News

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou do Inquérito das Fake News o pedido apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (4) e transfere a análise das acusações para o processo que concentra as apurações relacionadas ao caso Banco Master.

Moraes havia atribuído a Mendonça possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na condução de investigações relacionadas às operações Compliance Zero, sobre irregularidades envolvendo o Banco Master, e Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Com a decisão, Fachin retirou os documentos do controle exclusivo de Moraes e encaminhou o caso para análise no processo mais amplo relacionado à crise envolvendo o Banco Master. A medida permite que as acusações sejam avaliadas no âmbito do conjunto de ministros do STF.

 

Gonet e Mendonça terão prazo para responder

Fachin determinou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre o caso em até cinco dias úteis. Na sequência, André Mendonça também deverá apresentar sua defesa.

O parecer da PGR deverá analisar tanto a validade da iniciativa de Moraes quanto o mérito das acusações apresentadas contra Mendonça.

Além disso, o presidente do STF estabeleceu prazo comum de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos por escrito.

 

Fachin também cobra informações sobre atuação da PF

O despacho inclui questionamentos sobre os procedimentos adotados pela Polícia Federal durante as investigações. Fachin solicitou informações sobre eventual acesso indevido a documentos particulares e sobre o vazamento de informações sigilosas.

A determinação ocorre em meio ao confronto entre Moraes e Mendonça, que passaram a apresentar acusações e questionamentos recíprocos relacionados à condução das investigações.

 

Disputa entre ministros chega ao plenário

A decisão de Fachin ocorre dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que reúne informações sobre mensagens e contatos envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Mendonça determinou que os novos elementos fossem submetidos à análise do plenário do STF. Em reação, Moraes utilizou informações do Inquérito das Fake News para questionar a atuação do colega e solicitou a abertura de um procedimento contra ele.

Ao transferir o pedido para o processo relacionado ao Banco Master, Fachin amplia o número de ministros que poderão participar da análise das acusações. A decisão também estabelece uma tramitação conjunta para os diferentes questionamentos surgidos durante as investigações.

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