O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra 2025 com avaliação negativa entre a maioria dos brasileiros, segundo levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas. Em dezembro, 50,9% dos entrevistados disseram desaprovar a administração federal, enquanto 45,6% declararam aprovação. Outros 3,5% não souberam responder ou preferiram não opinar.
O resultado mantém a desaprovação no mesmo nível registrado em novembro, quando também chegou a 50,9%. Já a aprovação apresentou uma pequena queda no período, passando de 45,9% para os atuais 45,6%.
A diferença entre os dois indicadores é de 5,3 pontos porcentuais, mostrando que a avaliação negativa continua à frente da positiva no encerramento do ano.
Desaprovação ficou acima da aprovação durante todo o ano
O levantamento apresenta ainda o histórico da avaliação do governo ao longo de 2025. Segundo os dados, a desaprovação permaneceu superior à aprovação em todos os levantamentos realizados pelo instituto no período.
A trajetória da desaprovação foi:
- Janeiro: 50,4%;
- Fevereiro: 55%;
- Abril: 57,4%;
- Junho: 56,7%;
- Agosto: 53,6%;
- Outubro: 49,2%;
- Novembro: 50,9%;
- Dezembro: 50,9%.
Na outra ponta, a aprovação começou o ano em 46,1%, chegou ao menor patamar em abril, com 39,2%, e terminou dezembro em 45,6%.
Pesquisa ouviu mais de 2 mil eleitores
O Paraná Pesquisas entrevistou 2.038 eleitores entre os dias 18 e 22 de dezembro. A coleta foi realizada no Distrito Federal e em 162 municípios distribuídos pelos 26 Estados brasileiros.
Segundo o instituto, a margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento encerra o ano com um cenário de dificuldade para o governo federal na percepção do eleitorado. Embora a diferença entre aprovação e desaprovação tenha diminuído em relação a alguns momentos de 2025, a avaliação negativa continuou predominante em dezembro.
Com a proximidade de 2026, os números colocam a popularidade do governo como um dos fatores que poderão influenciar o ambiente político e eleitoral nos próximos meses.