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Flávio Bolsonaro afirma que governo Lula é favorecido politicamente por tarifa dos EUA
Flávio Bolsonaro afirma que governo Lula é favorecido politicamente por tarifa dos EUA
Em transmissão ao lado de Eduardo Bolsonaro, senador diz que medida pode fortalecer discurso eleitoral do governo e volta a pedir adiamento das tarifas norte-americana
Por: Redação
06/07/2026 às 09:51

Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria beneficiado politicamente pela possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo ao lado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), diretamente dos Estados Unidos.
Segundo Flávio, apesar das manifestações públicas do governo contra as tarifas, o Palácio do Planalto enxergaria ganhos políticos caso a medida entre em vigor às vésperas das eleições.
"O presidente da República simplesmente lavou as mãos. Ele é o único no mundo que quer essa tarifação para as empresas brasileiras porque acha que vai ter algum retorno político", afirmou o senador.
Durante a transmissão, Flávio também relacionou a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos ao combate à corrupção.
"Entre todos os itens que estão sendo levados em consideração para saber se vão colocar a tarifa ou não, um deles é a corrupção. E, claramente, sabemos que o governo não combate a corrupção", declarou.
Senador participa de audiência nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro está em Washington para participar de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para esta terça-feira (7). A reunião será conduzida pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer.
Na última quinta-feira (2), o senador encaminhou um ofício à Casa Branca solicitando o adiamento da aplicação das tarifas sobre parte das exportações brasileiras. No documento, ele argumenta que a medida poderia acabar fortalecendo politicamente o governo Lula.
"Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro justamente pela estratégia que ele tem adotado: obstaculizar negociações sérias, provocar retaliações por parte de Washington e, em seguida, transformar essa retaliação em uma vitória política interna", escreveu o parlamentar.
Investigação comercial segue em andamento
A investigação conduzida pelo USTR sustenta que o Brasil adota políticas consideradas desleais e discriminatórias em relação a empresas norte-americanas. Entre os temas citados pelo governo dos Estados Unidos estão o funcionamento do Pix, comércio digital, desmatamento ilegal e propriedade intelectual.
O governo norte-americano estabeleceu prazo até 15 de julho para que o Brasil apresente medidas voltadas à correção das práticas apontadas. Caso isso não ocorra, as tarifas poderão ser aplicadas de forma definitiva sobre parte das exportações brasileiras, com exceção de produtos considerados estratégicos para o abastecimento da economia dos Estados Unidos, como carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, minérios, terras-raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.
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