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Flávio Bolsonaro atribui a Lula risco de nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Flávio Bolsonaro atribui a Lula risco de nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Senador afirma que política externa do governo petista contribuiu para deterioração das relações com Washington e rebate críticas do presidente

Por: Redação

02/06/2026 às 22:42

Imagem de Flávio Bolsonaro atribui a Lula risco de nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Foto: Getty Images

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta terça-feira (2), após Lula acusá-lo de agir contra os interesses nacionais durante a atual crise diplomática entre Brasília e Washington.

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que a eventual sobretaxa americana seria consequência da condução da política externa brasileira nos últimos anos. “A realidade é que essa tarifa é do Lula”, escreveu o senador. “Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano e por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais.” As aspas foram preservadas.

O parlamentar também destacou que, durante visita à Casa Branca na semana passada, pediu diretamente às autoridades americanas que evitassem qualquer medida que prejudicasse empresas brasileiras. Segundo Flávio, sua atuação junto ao governo dos Estados Unidos teve como foco temas ligados à segurança pública, cooperação internacional e combate ao crime organizado.

Na mesma manifestação, o senador criticou o governo federal e afirmou que Lula teria perdido capacidade de conduzir negociações internacionais. “Ninguém mais acredita no Lula. Ele faz uma reunião com Trump, assume compromissos e não cumpre”, declarou. As aspas foram preservadas.

Flávio também mencionou a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi comemorada por lideranças conservadoras brasileiras e por integrantes da oposição, que veem a iniciativa como um avanço no combate ao crime organizado transnacional.

As declarações ocorreram após Lula chamar o senador de “traidor da pátria” ao comentar o avanço de investigações comerciais conduzidas pelo governo americano. O presidente associou a atuação de integrantes da família Bolsonaro ao endurecimento da posição dos Estados Unidos em relação ao Brasil.

O aumento das tensões entre os dois países ocorre em meio à investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O procedimento avalia práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses econômicos dos EUA e poderá servir de fundamento para novas medidas comerciais.

Entre os pontos analisados pelo governo americano estão decisões relacionadas à regulação de plataformas digitais, segurança jurídica, proteção à propriedade intelectual e outros aspectos considerados estratégicos para empresas norte-americanas que atuam no mercado brasileiro.

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