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Flávio participará de audiência nos EUA sobre possível tarifa a produtos brasileiros

Flávio participará de audiência nos EUA sobre possível tarifa a produtos brasileiros

Senador afirma que defenderá a não aplicação da taxa de 25% e diz que medida pode favorecer politicamente o governo Lula

Por: Redação

06/07/2026 às 07:11

Imagem de Flávio participará de audiência nos EUA sobre possível tarifa a produtos brasileiros

Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participará, nesta segunda-feira (6), da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir a investigação que poderá resultar na aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

A investigação foi aberta pelo governo norte-americano para apurar supostas práticas consideradas "irracionais" ou "injustas" em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e acordos tarifários firmados pelo Brasil com outros países.

Na manifestação encaminhada ao USTR para participar da audiência, Flávio Bolsonaro afirmou ser contrário à imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o senador, a medida poderia beneficiar politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que ele tem adotado: protelar negociações sérias, provocar Washington a retaliar e, então, transformar essa retaliação em uma vitória política interna", escreveu o parlamentar.

O blogueiro Paulo Figueiredo, também inscrito para participar da audiência, apresentou posição semelhante. Em sua manifestação, afirmou que a aplicação das tarifas penalizaria empresas e setores afetados, sem atingir diretamente os responsáveis pelas práticas investigadas.

Segundo especialistas, a audiência pública tem caráter consultivo e reúne contribuições de representantes da sociedade, empresas e instituições para subsidiar a decisão final do governo norte-americano.

Ao todo, 365 participantes se inscreveram para a audiência. Entre eles está a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que será representada pelo ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. A expectativa é que o USTR utilize as manifestações apresentadas para definir os próximos passos da investigação sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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