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Gonçalves Dias diz ao STF que alertas sobre 8 de janeiro chegaram apenas por WhatsApp
Gonçalves Dias diz ao STF que alertas sobre 8 de janeiro chegaram apenas por WhatsApp
Ex-chefe do GSI afirma que mensagens da Abin não tinham caráter oficial
Por: Redação
16/07/2025 às 20:23

Foto: Divulgação
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que foi alertado sobre possíveis 'distúrbios' nos atos de 8 de janeiro exclusivamente por mensagens de WhatsApp. Segundo ele, os avisos partiram de Saulo Moura Cunha, integrante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas não tinham caráter oficial.
“O conteúdo recebido não pode ser considerado informação oficial. Um informe precisa ser analisado e estruturado para se tornar uma informação que sustente ações concretas”, disse o ex-ministro, que deixou o governo em abril de 2023 após a divulgação de vídeos que o mostravam circulando no Palácio do Planalto durante os atos do 8 de janeiro.
A declaração de Dias reforça a disputa em torno da responsabilidade pela falha de inteligência que permitiu a invasão das sedes dos Três Poderes. A falta de formalidade nos alertas recebidos pelo GSI levanta questionamentos sobre a articulação entre os órgãos de segurança federais nos dias que antecederam os ataques.
Durante a audiência, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, houve um momento de tensão quando o magistrado questionou o advogado de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência. O embate levou ao corte do microfone do defensor.
Também ouvido como testemunha, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) confirmou que intermediou uma reunião entre Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas disse não se recordar da presença de Marcelo Câmara, então ajudante de ordens da Presidência.
A defesa de Filipe Martins, por sua vez, desistiu da oitiva de algumas testemunhas previamente indicadas, e novas audiências foram remarcadas pelo STF para continuidade do processo.
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